Procurando a sua graça enquanto desenterra toda a desgraça”. Para dar vida ao palhaço, nesse caso palhaças, as atrizes Suzi Daiane e Sassá Andrade mergulharam em um processo de autoconhecimento, o que fez com descobrissem a palhaça dentro da própria essência e rir de seus próprios “medos”. Os estudos sobre palhaçaria resultaram na criação de uma peça, com direção da carioca Karla Concá, e após cerca de três meses de muito trabalho, elas se preparam para apresentar ao grande público. Nessa semana, será possível conhecer de perto as palhaças Poulain e Rouse, protagonistas do espetáculo Malas, Chuvas e Cores.
Com estreia marcada para sexta-feira (18), às 20 horas, as atrizes não escondem a ansiedade. “O palhaço tem muita relação com o público, é muito vivo e acontece com o público. Por isso, estou ansiosa para sentir o olhar da plateia e ver como elas serão recebidas”, comenta Suzi Daiane. Esse é o segundo espetáculo de palhaçaria feito pela Cia. Artística Avenida Lamparina. Ele foi contemplado pelo Fundo Cultural de Jaraguá do Sul e também pelo Edital Elisabeth Anderle de estímulo à Cultura, isso possibilitou com que a companhia chamasse a carioca Karla Conká, do Coletivo As Marias da Graça, para dirigir a peça. Ela também ministrou uma oficina gratuita de palhaçaria feminina no ano passado em Jaraguá do Sul, como contrapartida do projeto contemplado.
Mais do que subir ao palco e provocar risos no público, desvendar as palhaças vai muito além de apresentar uma peça, é quase um despir-se em frente ao público e requer uma grande carga de conhecimento próprio. Foi durante todo o processo de montagem e estudos que as atrizes descobriram a si mesmas e a suas palhaças. “É algo incrível porque nos descobrimos de uma forma intensa”, revela Sassá Andrade. Suzi Daiane explica que a palhaça mulher tem formas diferentes do palhaço homem. “O riso que vem da mulher é diferente do homem, por isso é um processo de descoberta. O que queremos esconder é o que faz com que os outros riam”, enfatiza.
Foi nesse universo de descobertas que elas desenvolveram o trabalho com as palhaças Poulain e Rouse. A peça conta a história das duas mulheres palhaças, totalmente diferentes, que precisam dividir a mesma cabine durante um cruzeiro. Entre discussões e desentendimentos, a dupla aborda temas como estereótipos criados em torno das mulheres e mostra também muito de si. “Não é a nossa história, mas tem muito da gente ali. É uma história criada com base em coisas reais, como as diferentes formas de entendimento que eu tenho de certas coisas e que a Sassá tem, por exemplo”, diz.
Depois da estreia, o espetáculo segue para uma temporada de apresentações em Jaraguá do Sul. Além do dia 18, a peça pode ser vista nos dias 19 e 20 deste mês, e nos dias 2, 3, 9, 10, 15, 16 e 17 de abril. As apresentações de sextas-feiras e sábados começam às 20 horas e as de domingo iniciam às 18 horas. Todas serão no Galpão da Dança. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada). Eles podem ser adquiridos no próprio local das apresentações ou então com os membros da companhia. Mais informações pelo telefone (47) 8829-7090.
Serviço
O que: Estreia do espetáculo “Malas, Chuvas e Cores” da Cia. Artística Avenida Lamparina, com direção de Karla Conká
Quando: sexta-feira (18), às 20 horas
Onde: Galpão de Dança - localizado na rua José Emmendoerfer, Nova Brasília (próximo ao Angeloni)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)