Ampliadas pelo microscópio, as larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, impressionaram as crianças do CEI Jardim Sofia, que visitaram a trilha educativa, instalada no Posto de Saúde do Jardim Sofia, nesta quinta-feira (23). Os profissionais da equipe da Vigilância Ambiental orientaram a comunidade sobre a importância e as formas de evitar que o mosquito se reproduza. Os moradores foram avisados da ação pelos agentes comunitários de saúde, durante as visitas às moradias. O Jardim Sofia é considerado infestado pelo Aedes aegypyti, responsável por transmitir, além da Dengue, chikungunya e zika vírus. Foram identificados no bairro 29 focos positivos. O alerta principal é sempre em não deixar água parada em qualquer tido de recipiente. No cenário instalado, com a participação do próprio mosquito como personagem, objetos servem de exemplo. Destaca-se a importância de cobrir com tela o cano que é ainda é usado como extravasor em caixas D´água. “Inclusive o próprio reservatório deve ser coberto com tela, antes de fechar com a tampa”, recomendava a agente de endemias da Vigilância Ambiental, Vera Conceição Paiva Godinho. Como o mosquito coloca seus ovos em água limpa, todo local com o mínimo de água parada pode ser usado como criadouro, até mesmo a concha abandonada do caramujo africano. “Por isso, o molusco não deve ser morto com sal, porque vai desidratar, contaminar o solo e deixar a concha vazia para receber água da chuva e servir de criadouro do mosquito”, explicou Vera. Todos os postos de saúde têm tambores onde a comunidade deve depositar os caramujos que forem encontrados, que terão um destino adequado. O CEI Jardim Sofia recebeu um jogo de tabuleiro para as crianças continuarem a relembrar em sala de aula como combater o mosquito. As crianças também receberam uma lista de lembretes contra a dengue para ser levada para casa e praticada pela família. A fêmea do Aedes vive cerca de 45 dias e, durante este período pode depositar centenas de ovos. Se a fêmea estiver contaminada, os ovos também já apresentam o vírus. Telas de proteção A Vigilância Ambiental fornece, gratuitamente, a tela necessária para cobrir o reservatório de água, saídas do cano extravasor e da calha que coleta a água da chuva das casas. O material deve ser retirado na rua Aubé, 790, das 7 às 18 horas. Empresas e escolas também podem solicitar palestras e ações educativas pelo telefone 3432.2337. *Com informações da Assessoria da Prefeitura