A circulação endêmica do vírus do sarampo tinha sido interrompida em Santa Catarina no ano 2000. Depois disso, apenas casos esporádicos e importados foram confirmados. A situação é bem diferente em 2019. Até agora, o estado confirmou 15 casos, sendo um deles em Guaramirim.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) notificou 89 situações suspeitas da doença e cinco ainda estão em investigação. Dentre os casos efetivos, três foram em tripulantes de um navio que atracou no litoral catarinense em fevereiro.

Outros 12 casos do surto ativo estão distribuídos nos municípios de Florianópolis (dez) e Barra Velha (um), além de Guaramirim.

As confirmações são classificadas como importadas, pois, as evidências epidemiológicas demonstram que, além dos tripulantes do navio de nacionalidade estrangeira, os novos casos registrados tem histórico de residência ou viagem no período de exposição para São Paulo, onde está ocorrendo um surto.

Para tentar evitar o surgimento de mais casos no país, o Ministério da Saúde determinou que a partir de quinta-feira (22), todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o país.

Essa medida preventiva deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses.

Para isso, o Ministério da Saúde irá enviar 1,6 milhão de doses a mais para os estados. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos.

Em Guaramirim, de acordo com o secretário de Saúde, Marcelo Deretti, todos as unidades contam com a vacina que previne o sarampo. "Esta é a única forma de evitar a doença", salienta. Sobre o caso confirmado na cidade, Deretti explica o paciente era de São Paulo e tinha vindo visitar parentes no município. Ao se recuperar, ele já voltou para a cidade natal.

"Fizemos um bloqueio vacinal com as pessoas que vieram no ônibus com ele, o taxista e quem estava no hospital quando o paciente foi internado", explica.

O município também está fazendo busca ativa, ou seja, quando alguém procura uma vacina nas unidades de saúde, toda a carteirinha já é atualizada.

Em Jaraguá do Sul, dois casos de sarampo foram investigados e descartados. Todos os 22 postos com sala de vacinação possuem a dose disponível.

Como o sarampo é transmitido?

O sarampo é uma doença altamente contagiosa. O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros. Uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para uma média de 12 a 18 pessoas que nunca foram expostas ao vírus anteriormente ou que não tenham se vacinado.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os principais sintomas do sarampo são: febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados. Apresentando sinais e sintomas do sarampo, o serviço de saúde deve ser procurado imediatamente para que seja feito o diagnóstico e tratamento da doença.

Quais são as vacinas que previnem o sarampo?

  • Tríplice viral (protege contra o sarampo, caxumba e rubéola)
  • Tetra viral (protege contra o sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora)

Quando tomar as vacinas?

  • Primeira dose: aos 12 meses de idade (tríplice viral)
  • Segunda dose: aos 15 meses de idade (tetra viral) – última dose por toda a vida

Quem não tomou as doses quando bebê/criança pode tomar depois?

Sim. Pessoas com idade entre 1 e 29 anos devem receber duas doses da vacina contra o sarampo.

  • Caso esteja nesta faixa etária e não tenha tomado nenhuma dose, a indicação é procurar um posto de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. As doses devem ser tomadas com um intervalo mínimo de 30 dias.
  • Caso tenha tomado apenas uma dose, a indicação é procurar um posto de saúde para completar o esquema vacinal com a segunda dose.
  • Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente.

Quem não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão de vacinação ou não se lembra?

Quem não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão de vacinação ou não se lembra precisa atualizar a caderneta de acordo com a seguinte faixa etária:

  • De 1 a 29 anos: duas doses
  • De 30 a 49 anos: uma dose

Lembrando que tomar a vacina mesmo que você já tenha tomado anteriormente não traz nenhum risco à saúde. Então, se você não lembra se já tomou ou não, é melhor repetir a dose do que ficar sem proteção.

 

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