Com um aumento de 110% no número de casos de coronavírus nos últimos sete dias, a Prefeitura de Gaspar decidiu adotar medidas ainda mais restritivas para o comércio na cidade. Um decreto com as novas regras deve ser publicado nesta sexta (10) e começar a valer a partir da próxima segunda-feira (13).

Bares, lanchonetes e restaurantes só poderão realizar atendimento nas mesas até as 18h. Depois desse horário, será permitido apenas serviço de delivery e retirada no balcão. Já os mercados deverão ficar fechados aos domingos. As medidas visam reduzir a circulação de pessoas e incentivar o cumprimento do distanciamento social.

 

“Queremos manter a economia ativa, mas desde o início estamos pedindo a colaboração da nossa comunidade para poder fazer isso de forma segura. Infelizmente, precisamos adotar medidas restritivas nesse momento, pois nossos dados mostram que essa doença está cada vez mais grave. Se essas medidas não surtirem efeito, poderemos adotar outras ainda mais restritivas”, diz o prefeito Kleber Wan-Dall (MDB).

 

Além do crescimento da taxa de ocupação dos leitos de UTI, que atualmente está em quase 70% em Santa Catarina, há no mercado falta de insumos, como medicamentos anestésicos. “É a isso que nos referimos quando falamos, desde o início a pandemia, no colapso do sistema de saúde. Não é apenas a vaga física no hospital: é o medicamento, é o material, é o insumo, é a equipe. Estamos muito próximos de não conseguir atender quem precisar de tratamento, tanto para a Covid-19 quanto para outras doenças”, alerta o infectologista e diretor técnico do Hospital de Gaspar, Ricardo Freitas.

Até o momento, Gaspar já registrou 375 casos de coronavírus, dos quais 11 estão internados e três vieram a óbito. A procura por atendimento nas unidades de saúde também tem aumentado. Somente no Centro de Referência e Triagem para Casos da Covid-19, a média de atendimentos diários passou de 48 na semana passada para 94 nesta.

“Se cada um de nós tomássemos os cuidados, não seria necessário esse tipo de intervenção. Manter comércio, restaurantes, mercados e indústrias funcionando é um privilégio, mas nós não podemos exagerar. Temos que fazer um exercício de reflexão pessoal: não é porque o mercado está aberto que eu preciso ir nele todo dia. A situação é séria, é grave e a conscientização é nossa maior arma”, ressalta o secretário de Saúde, Arnaldo Munhoz.

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