A Vigilância Epidemiológica de Criciúma realizou um levantamento sobre internações por coronavírus, de 19 de março de 2020 até a última terça-feira, na cidade.

O estudo apontou um crescimento de 17,7% neste mês em hospitalizações entre pessoas de 20 a 59 anos no município, em relação a novembro do ano passado – um período crítico da pandemia com 436 internações registradas.

Até essa última terça-feira, segundo informações do boletim, o município chegou a 341 pacientes hospitalizados. O dado, a oito dias do fim do mês, já representa 78,2% do número máximo atingido em novembro.

O levantamento da Vigilância também notou uma redução de 18,3% em hospitalizações de pacientes a partir de 60 anos, em comparação a novembro. A análise ainda identificou as comorbidades mais frequentes entre os pacientes internados por Covid-19.

Em primeiro, ficaram as cardiopatias (22,6%), na sequência vêm diabetes mellitus (22%), hipertensão arterial (16,5%), câncer (7,1%), obesidade (5,7%), pneumopatia (5,1), entre outras.

Enfrentamento à pandemia

"O objetivo dessa análise foi verificar as internações por complicações devido à Covid-19 em Criciúma para dar continuidade nas ações de combate aqui no município. Conseguimos levantar dados muitos importantes que vão nos guiar e ajudar a entender melhor este momento", comentou o secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande.

151 dias de internação

O órgão também elencou o tempo de duração das internações. Em regime hospitalar, a média foi de 8,3 dias por pacientes, sendo a máxima de 151 dias. Já em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) o tempo médio foi de 13 dias, e a mais longa de 52.

72,7% recuperados

De um total de 1.544 internações, 729 (72,7%) foram recuperados, 301 (19,5%) vieram a óbito e 253 (16,4%) ocuparam leitos de UTI.

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