O presidente da Unimed Criciúma, Dr. Leandro Avany Nunes, criticou o decreto regionalizado da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) o qual restringe dias e horários de estabelecimentos.

Em reunião extraordinária nesta quinta, parte dos prefeitos voltou a se reunir e reavaliou algumas medidas, mas os estabelecimentos não poderão abrir aos domingos.

Criciúma e Urussanga não aderiram.

“Em relação às restrições de horário, sou totalmente contra. O que acontece se eu fecho o mercado, por exemplo, no sábado e no domingo? Vai todo mundo na sexta-feira. Então se a gente não quiser aglomeração, não devemos restringir, mas expandir o horário”, exemplificou.

Segundo dele, as pessoas não estão ficando doentes porque estão indo aos supermercados, aos restaurantes ou ao trabalho.

“Elas estão doentes por fazerem festas íntimas, no seu ciclo social. Houve um relaxamento de todos nesse período e aconteceu isso. É natural, são quatro meses de reclusão, relaxamos e começamos a nos reunir mais, a fazer aquele churrasquinho. Por isso não somos a favor de nenhuma restrição. Parabenizo o prefeito Salvaro, porque não é uma medida prudente voltar a fechar ou reduzir o horário, o que não faz sentido nenhum”, criticou.

Transporte público

Ele também tem a mesma opinião em relação ao transporte público, suspenso em decreto pelo Governo do Estado até a próxima semana.

“Ele [transporte público] não deve ser suspenso, deve ser expandido. Porque agora as pessoas estão indo trabalhar amontoadas em vans. Essas restrições vão ter que passar, temos que trabalhar e superar a doença”, recomendou.

Procura

Nos últimos dias, a triagem relacionada ao coronavírus na Unimed vem recebendo uma média de 170 a até 200 pessoas por dia, o que, em abril, no primeiro pico da doença, o maior número registrado era de em torno de 50, porém uma parcela mínima acaba precisando de internação.

O presidente e médico atribuiu a demanda ao frio, já que os sintomas de gripe são bastante semelhantes com o da Covid-19.

Pelo menos nesta manhã, a Unimed Criciúma contava com 35 pacientes internados devido ao novo coronavírus, sendo 12 deles em leitos de UTI.

Ele garantiu aos que têm o plano, que a capacidade da Unimed, como também do Hospital São João Batista, é abrangente e que não faltará leito e nem medicação.

As cirurgias eletivas não foram suspensas desde o início da pandemia, ao contrário do sistema público.

“Vamos trabalhar, vamos movimentar o comércio, vamos nos locomover. Sempre utilizando a máscara, com os cuidados de higiene, como álcool em gel, lavar bem as mãos, manter o distanciamento. Não vamos realizar festas, eventos, jantares em família. É aí que está o problema. Estamos contaminando os que a gente mais gosta. Vamos ser resilientes e fortes que tudo isso vai passar e, em breve, saíremos, provavelmente, muito melhores”, assegurou.

Gestão

Ele ainda elogiou como a gestão em Criciúma, por parte do poder público e demais gestores da saúde, vem sendo realizada e que é de suma importância a parceria, entre os setores, público e privado, e profissionais da saúde.

“Claro que tem os registros de óbito, o que é um momento muito difícil e doloroso. Hoje perdemos duas pessoas. Irreparável para a família. Mas a maioria dos internados, não só aqui, como também no Hospital São José, é de outros municípios, o que mostra que em Criciúma está funcionando. Essa pandemia é uma novidade em 100 anos e vamos sair mais fortes”, finaliza.

 

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