Há seis anos, Eduardo Mateus Hermann, 22 anos, deixou Corupá, uma cidade com pouco mais de 15 mil habitantes no Norte de Santa Catarina, para estudar no Senai em Jaraguá do Sul.

Ele é um dos nove estudantes catarinenses que integram a delegação brasileira da WorldSkills Competition, a maior competição mundial de educação profissional. O grupo embarca no próximo dia 18 para Kazan, na Rússia, onde ocorre o torneio.

O corupaense projetava aprender uma profissão na área de redes de computadores.

“Eu estava terminando o ensino médio. A gente não sabe o que fazer. Foi quando surgiu a oportunidade de ingressar no Senai”, lembra.

Dois anos depois, a convite dos professores, o estudante participou de seletivas para a WorldSkills de 2015, realizada no Brasil, mas não foi classificado.

Mais tarde, decidiu que não ia abandonar o sonho e voltou a treinar e a competir em 2017. Foi campeão estadual e, em 2018, nacional na modalidade Administração de Sistemas de Redes.

Mudanças

Da escola em Jaraguá do Sul, Eduardo foi treinar em Blumenau. No ano passado, foi a vez de participar das seletivas da disputa mundial na França.

“Desde que comecei a me preparar para os torneios, o leque começou a se abrir. As mudanças me fizeram amadurecer e enxergar a vida de outro modo”, diz.

O próximo passo é a WorldSkills 2019, na qual ele participa na ocupação Administração de Sistemas de Rede de TI (IT Network Systems Administration, em inglês).

Os administradores de sistemas de rede de TI fornecem serviços de tecnologia da informação (TI) para garantir que os sistemas funcionem sem problemas e sem interrupções.

O trabalho envolve a garantia de uma ampla gama de serviços, incluindo suporte ao usuário, design, solução de problemas e instalação, configuração e atualização de sistemas operacionais e dispositivos de rede.

Incentivo

O estudante seguiu na trajetória profissional. Ele terminou o curso técnico, começou a trabalhar na área e hoje cursa graduação tecnológica em Redes de Computadores. O pai, que também foi aluno no Senai, tem sido um incentivador. O foco de Eduardo agora é a Rússia.

“Até lá, é uma ansiedade. Será uma oportunidade de conhecimento para além da competição, um momento de coroação e reconhecimento de todo o nosso esforço até aqui”, afirma.

Os competidores seguem nos centros do Senai em treinamento intensivo até a véspera da viagem para o mundial na Rússia, prevista para 18 de agosto.

WorldSkills

O mundial de profissões técnicas é realizado a cada dois anos e reúne jovens de todo o mundo. Cada ocupação tem provas específicas, que são distribuídas em quatro dias.

Os competidores precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas para responder aos desafios de suas ocupações dentro de padrões internacionais de qualidade.

A participação na WorldSkills possibilita uma grande troca de experiências e qualificação para os competidores, beneficiando o ensino do Senai e toda a indústria brasileira.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Fiesc

 

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