Maria Tereza da Luz, 67 anos é servente da Prefeitura de Araquari há 19 anos e, vive cada dia de uma forma especial | Foto Divulgação Prefeitura de Araquari
Maria Tereza da Luz, 67 anos é servente da Prefeitura de Araquari há 19 anos e, vive cada dia de uma forma especial | Foto Divulgação Prefeitura de Araquari

Ela acorda todos os dias cedo e cumpre sua rotina de trabalho de uma forma leve e com muito amor pelo faz. Maria Tereza da Luz, 67 anos é servente da Prefeitura de Araquari há 19 anos e, vive cada dia de uma forma especial. Faz seu trabalho com carinho, porque vê em sua equipe, sua segunda família.

“Eu gosto do que faço e me dou bem com todos. Já tive sete chefes e sempre trabalhei aqui no Esporte, e sempre me dei bem com todos. São como meus filhos”, conta com ternura ao lembrar-se de seus dias.

Dona Zuza como é conhecida carinhosamente pelos amigos, pelos colegas de trabalho, pela família e por grande parte da cidade. Por onde passa ela faz questão de cumprimentar, de parar para dar um olá, um abraço ou simplesmente um sorriso. Zuza é o tipo de mulher que tem um coração grande, que cabe além dos três filhos, cinco netos e um bisneto; além das noras e familiares, aqueles com quem convive diariamente. E com afago, descreve suas amizades e traça sua história de vida.

A senhora de olhar carinhoso, e palavras simples e sinceras, aprendeu com a vida que o sofrimento faz parte e é apenas uma maneira do destino dizer, o quanto a vida é preciosa. Dona Zuza é filha da terra. Nascida na Cidade do Maracujá, tem orgulho do local que fixou morada. Os pais já eram de Araquari e aqui ela escolheu permanecer e criar sua família.

Aqui também passou por dificuldades, por momentos difíceis, como quando o marido lutava por 2 anos em busca de emprego. E decidiu que além do trabalho de casa, além de cuidar de sua família, chegava à hora de buscar também, um trabalho remunerado para auxiliar com os gastos. Começou dedicando-se a cuidar da casa de uma senhora, com quem trabalhou por 5 anos como doméstica, até passar no concurso público da Prefeitura.

“Ah, eu sempre gostei muito. Eu me sentia à vontade, me sentia parte da família. E quando eu saí pra trabalhar na Prefeitura eu senti e dona Célia, que era da dona da casa também ficou triste, mas, sabia que era bom pra mim”.

Em 2001, no dia 1º de janeiro, dona Zuza passou por mais um sofrimento. Após 27 anos de casada, perdeu seu marido, em um acidente de carro e mesmo assim, superando o sofrimento com o tempo, escolheu seguir sua vida de cabeça erguida e encontrou na família o aconchego que tanto precisava.

“Ele era muito carinhoso. Eu fiquei sozinha, mas, os meus filhos, netos e bisneto me amam bastante”.

Entrou para o grupo de cantoras “As mocinhas da cidade”, onde permanece até hoje, e de onde traz ótimas recordações. A música faz parte dos seus momentos de alegria:

“Eu adoro cantar e adoro dançar nos bailes da melhor idade. A gente tem que viver a vida da melhor forma possível. Tem que se divertir”, conta com alegria.

E sobre a aposentadoria:

“Ah, ainda não. Eu gosto de trabalhar e quero trabalhar pelo menos mais uns três anos porque eu ainda tenho umas coisinhas pra fazer”, diz Zuza, relembrando de detalhes de sua casa que precisam ser concluídos.

E os planos? Ah, além de viver muito bem sua vida, e espalhar a alegria e carinho para aqueles que a conhecem, ela pretende também viajar.

“Eu fiz uma viagem a trabalho para o ‘Divino Pai Eterno’ em Goiânia, com a equipe de karatê. Eu fui pra ajudar, mas eu adorei o passeio. A cidade era muito linda e se eu puder viajar, eu vou viajar”.

E mesmo após 16 anos, sozinha, sentindo a falta do marido, agora, ela abriu novamente seu coração e, segue compartilhando suas histórias, sua vida, com seu novo companheiro. Porque para dona Zuza, a vida é muito especial e se você puder compartilhar suas alegrias com as pessoas, ela se torna ainda mais preciosa.

*Com informações de Jaqueline Ronsani, jornalista da Prefeitura de Araquari

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