O momento é único. A ameaça é invisível. Como e quando o mundo vai sair da pandemia, ninguém sabe. Essas questões rondam a cabeça de muitas pessoas - para não dizer todas.

Como lidar com esse momento? Apesar de estarmos mais familiarizados com a situação, tudo ainda é muito novo e se adequar de forma positiva é um desafio diário.

O psicólogo Francisco Maiochi fala um pouco sobre como lidar com situações que nos afligem nessa pandemia.

Entenda o momento

O terapeuta ressalta que as pessoas têm reagido de maneiras diferentes à pandemia, a começar pela seriedade que estão dando ao assunto. Uma grande parcela das pessoas, destaca ele, está com uma atitude de negação.

“Toda doença ocorre contra a nossa vontade, e é comum que pessoas que se sentem mal tentem evitar ir ao médico, digam que “não é nada”, “logo passa”, comenta.

Mas, Maiochi ressalta que a agora, se tratando de uma doença contagiosa, a atitude é perigosa. A invisibilidade da “ameaça”, destaca, também dificulta o entendimento da gravidade.

“Sabemos o que é um deslizamento de terra, um incêndio, e reagimos emocionalmente de acordo. Mas olhamos para fora e tudo ainda parece normal, e precisamos usar da racionalidade para nos resguardar, sem o apoio das nossas reações emocionais de medo mais instintivo”, ressalta.

Organize a rotina

Não é possível saber quando a situação vai mudar. Mas é preciso aprender lidar com a sensação de impotência.

Apesar de a quarentena trazer algumas restrições na hora de reordenar a rotina, é importante encontrar atividades recompensadoras que possam ser feitas de forma segura.

Maiochi aponta que é importante aprender coisas novas para a vida profissional ou só por lazer: tem inúmeras opções de cursos e tutoriais, gratuitos ou pagos, na internet.

Lide com a realidade

Para quem vive em família

A proximidade intensa pode desgastar as relações. É preciso aprender a criar e respeitar espaços de privacidade, aponta o psicólogo.

“Quem tem filhos pode sofrer um tanto ao estar tão mais próximo, ter mais demandas para atender, e ter que dar os limites que são necessários, mas que as crianças talvez não entendam bem", pontuai.

Para quem mora sozinho

A falta de socialização e contato humano causam muita solidão, diz o psicólogo Francisco Maiochi.

"É importante manter o máximo possível a convivência, as amizades, de maneira virtual. Algumas rotinas podem inclusive ser mantidas. Quem costumava ir ao bar com amigos, por exemplo, pode fazer uma chamada coletiva, cada um com a sua bebida em casa, e jogar o mesmo papo fora”.

Seja positivo com o distanciamento

"Muita gente tem sofrido ao saber que precisa evitar contato com pais e avós, especialmente os mais idosos, que fazem parte do grupo de risco. Esse afastamento e distância hoje são provas de amor e cuidado. Esse sofrimento é amplificado ao perceber que outros familiares mal informados ignoram cuidados e ainda expõem estes parentes mais idosos e dos grupos de risco", destaca o psicólogo.

Busque ajuda

O peso pode ficar grande nesse momento, tanto em relação a filhos, relacionamentos, trabalho, organização da vida. Nesse caso é importante procurar ajuda.

A maioria dos profissionais de saúde mental está disponível para atendimentos a distância durante esta pandemia, comenta o psicólogo Francisco Maiochi.

Também existe como obter gratuita pelo CVV - Centro de Valorização da Vida, basta ligar 188 ou acessar o site da entidade.

 

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