Peixe articulado feito pelos empregados da Comcap com materiais reaproveitados, reforça a campanha “A vida marinha não é descartável” | Foto PMF/Divulgação
Peixe articulado feito pelos empregados da Comcap com materiais reaproveitados, reforça a campanha “A vida marinha não é descartável” | Foto PMF/Divulgação

Para alertar sobre a poluição provocada pelo lixo no ambiente marinho, o bloco da limpeza da Comcap levou alegoria para a Passarela Nego Quirido. O peixe articulado, com dois metros largura, cinco de comprimento e 4,7 m de altura, feito pelos empregados da Comcap com materiais reaproveitados, reforça a campanha da Prefeitura de Florianópolis “A vida marinha não é descartável”.

A alegoria, explica o presidente da Comcap, Márcio Alves, foi construída na oficina do Centro de Valorização de Resíduos, com baixíssimo custo, já que foram utilizados ferro e outras sucatas entregues nos Ecopontos, fantasias de carnaval descartadas pelas escolas de samba e CDs e DVDs que, infelizmente, não são reciclados ainda pela falta de mercado.

A alegoria foi construída na oficina do Centro de Valorização de Resíduos | Foto PMF/Divulgação

O peixe tem movimento no centro, onde fica acumulado o lixo plástico, e no rabo, graças à dedicação do empregado Ronaldo Arnaldo de Sá que executou a ideia do presidente da autarquia. Cerca de 10 pessoas das gerências  de gestão ambiental, coleta, limpeza pública, CVR fizeram a produção em  conjunto.

Fração de lixo que mais cresce

Em 30 anos, a geração de resíduos plásticos mais do que dobrou em Florianópolis. De acordo com a atual caracterização dos resíduos sólidos feita para o Plano da Coleta Seletiva da Prefeitura de Florianópolis, atualmente 18,50% do lixo encaminhado ao aterro sanitário são materiais plásticos que poderiam ter sido separados para a coleta seletiva.

ONU estima que 25 milhões de toneladas de resíduos são despejadas por ano nos oceanos | Foto PMF/Divulgação

Por ano, são encaminhadas em torno de 1,5 mil toneladas de plásticos para a reciclagem em Florianópolis. Outras 35 mil toneladas por ano seguem para aterro sanitário, onde levarão até 600 anos para se decompor.

Em todo o mundo, a Organização das Nações Unidas estima que 25 milhões de toneladas de resíduos são despejadas por ano nos oceanos. Em torno de 60% a 80% desse lixo são materiais plásticos.

 

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