O aumento no número de casos de dengue em Santa Catarina tem levantado um alerta ainda maior para os cuidados, que já eram tomados até então. Conforme o último informe epidemiológico divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), já são 32.206 casos confirmados da doença. Destes, 28.752 são autóctones, ou seja, foram contraídos dentro do estado. Em Urussanga, já são três casos confirmados, dos quais, um foi contraído dentro do município.

Pensando em orientar, fiscalizar e assim combater criadouros do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da doença, a Prefeitura de Urussanga, por meio da Vigilância em Saúde e Secretaria de Saúde Municipal, realizou nesta segunda e terça-feira uma campanha em quatro bairros do município.

"Iniciamos com quatro bairros. Mas adiante estamos planejando visitar os demais, mas agora o exército está atendendo vários municípios e só conseguiram destinar dois dias para Urussanga. Porém a iniciativa é um alerta para que cada cidadão seja o fiscal em casa, no trabalho e na localidade em que vive, para evitar e acabar com locais que possuam água parada e sejam risco", alerta o diretor de Vigilância em Saúde, Filipe Cataneo.

Ele ressalta a boa receptividade da população para a campanha.

"A grande maioria nos atendeu muito bem, abriu os portões e nos acompanhou nas fiscalizações. Nenhum foco foi registrado, mas algumas casas tinham a presença de itens em seus quintais que acumulavam água. Orientamos para a destinação e cuidado correto com esses materiais, nestes casos", comenta Cataneo.

Na ação, agentes comunitárias de saúde e soldados do 28º GAC estiveram visitando os bairros Centro, Estação, Nova Itália e Bom Jesus.

"O exército, com o viés da mão amiga, auxilia essa conscientização e ajuda a população civil a diminuir os grandes casos que estão acontecendo aqui na região. Para nós é uma grande satisfação participar desta ação", afirmou o sargento Gimenes, que junto de mais sete soldados esteve presente para auxiliar as atividades no município urussanguense.

A Dengue e o perigo dos criadouros

Segundo a Fiocruz, os ovos do Aedes aegypti possuem forma alongada e são bem pequenos (medem cerca de 0,4 mm), difíceis de serem observados. No momento da postura os ovos são brancos, mas rapidamente escurecem e tornam-se negros e brilhantes. Eles adquirem resistência ao ressecamento muito rápido. Aproximadamente 15h após a postura eles já são capazes de resistir a longos períodos de baixa umidade, podendo ficar até 450 dias no seco.

Esta resistência permite que sejam transportados a grandes distâncias, em recipientes secos, e que sobrevivam por um ano inteiro até o próximo verão, quando o clima chuvoso e quente poderá levar à sua eclosão e à formação das larvas e, depois, do mosquito.

A transmissão da dengue se dá pela picada do mosquito fêmea infectado pelo vírus, que se infecta, picando pessoas doentes. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.

Mais informações sobre a Dengue e sua transmissão, você pode conferir no site da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, a Dive SC, pelo Link.

Formas de combate

A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso:

  • Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos.
  • Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios.
  • Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água. Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentam de larvas.
  • Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana.
  • Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas. Em bromélias, utilizar jato forte de água na axila das folhas a cada dois dias.
  • Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.
  • Os locais mais prováveis para que a fêmea coloque os ovos são os que ficam à sombra e com água limpa.