Soltar pipas é uma prática que não sai de moda, mas a diversão pode trazer sérios riscos se feita de maneira irresponsável. A utilização e a venda de linhas cortantes com cerol são proibidas desde 1998.

Com oito ocorrências registradas de uso de linhas cortantes apenas na última semana em Joinville, o que significa um aumento significativo da atividade de soltura de pipas durante o período de isolamento social para contenção do novo coronavírus, a Guarda Municipal tem orientado sobre a proibição do uso de linhas preparadas com chilena ou cerol.

Segundo o comandante da Guarda Municipal de Joinville, Newton Wilson Rodrigues, crianças, adolescentes e até mesmo adultos acabam achando que é uma brincadeira cortar a pipa dos outros e ter a pipa cortada como um prêmio, sem medir as consequências. Das oito ocorrências registradas, uma foi no de pátio de uma escola e outra registrou uma criança acompanhada do pai.

“Existe um risco muito grande no uso do fio com cerol ou fio chileno, porque não se tem um controle de onde o fio que foi cortado vai cair, podendo enroscar em uma árvore ou poste, cair na rua, e motociclistas, ciclistas e pedestres, podem sofrer lesões por conta destes fios, porque contêm um pó de vidro, e caso alguém seja atingido, pode se ferir”, explica.

Em Santa Catarina, de acordo com a Lei nº 11.698, de 08 de janeiro de 2001, é proibida a venda ou utilização de cerol ou similares. No ano passado, pelo menos duas mortes foram registradas no estado pelo uso indevido de materiais cortantes em linhas de pipa.
No Brasil, a estimativa é de mais de 500 acidentes por ano com cerol ou linha chilena. Apesar das ocorrências, em Joinville, ainda não há casos de pessoas feridas por causa da atividade.

Caso alguma pessoa presencie o uso de cerol ou linha chilena pode ligar para o telefone 153, da Guarda Municipal, no caso de espaços públicos, ou para o 190, da Polícia Militar, para o caso de espaços privados.

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