A Prefeitura de Florianópolis informa que está ampliando a coleta seletiva de recicláveis em 36 ruas de Florianópolis. Passa a oferecer o serviço de porta em porta para mais 2.450 domicílios.

“Já somos a capital que mais recicla, mas temos de correr para dar conta das metas lixo zero”, aponta o secretário municipal do Meio Ambiente, Fábio Braga. Até 2030, Florianópolis pretende recuperar 60% dos recicláveis secos e 90% dos orgânicos que hoje vão para aterro sanitário.

Em paralelo às metas ambientais, ampliar a coleta seletiva neste momento é ser solidário às associações de triadores que vivem um momento dramático, comenta Braga. A renda dos recicladores caiu até 70%, segundo a presidente Associação de Coletores de Materiais Recicláveis (ACMR), Sarajane Rodrigues dos Santos.

 

  • Listagem das novas ruas disponível no site.

Doação para associações

Com a pandemia, desemprego de um lado e falta de matéria-prima para embalagens de outro, as cidades passaram a enfrentar a coleta clandestina de materiais recicláveis. Justo no momento em que os preços dos recicláveis dispararam, a entrega para coleta pública feita de porta em porta em Florianópolis sofreu redução em torno de 30%. Os caminhões da prefeitura fazem os roteiros, mas a carga diminuiu muito.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), além de apoiar as associações e respeitar a legislação nacional que preconiza a inserção dos catadores, alerta para o risco de crime ambiental. Os condomínios que vendem materiais recicláveis assumem responsabilidades pelo destino desses resíduos. Em torno de 20% da coleta seletiva são rejeitos que, quando separados por clandestinos, são descartados de maneira irregular em qualquer ponto da cidade, criando riscos à saúde pública.

 

 

 

A coleta seletiva é feita pela Prefeitura de Florianópolis há mais de 30 anos. Toda produção é doada para sete associações de triadores instaladas em Florianópolis. Os galpões de triagem sustentam 370 famílias.

Para melhorar o desempenho da coleta seletiva, antecipa o superintendente de Gestão de Resíduos, Ulisses Bianchini, a SMMA amplia a coleta seletiva para novas ruas, deverá dobrar a frequência em alguns bairros e implantar novas modalidades de coleta monomaterial de vidro e orgânicos.

Ampliação em 36 ruas

A gerente da Coleta Seletiva, Tamara Gaia, informa que o recolhimento porta a porta já foi estendido para 34 ruas nas últimas semanas. Na próxima terça-feira, com a inclusão da Servidão Guanibé e Rua Humberto Rohden completa-se esse primeiro ciclo de ampliação da seletiva.

Antes de incluir uma rua no roteiro é feita vistoria técnica e operacional para que o caminhão compactador possa acessar e manobrar em condições de segurança para os garis e moradores. “Atendemos todas as demandas possíveis, estamos buscando alcançar ruas que nunca tiveram coleta pela seletiva antes, agora contamos com a participação das pessoas”, confia Tamara.

Vidro separado

A coleta seletiva da SMMA recebe embalagens de plástico, metal e papel. Vidros devem ser levados até um dos mais de 90 pontos de entrega voluntária (PEVs) instalados em Florianópolis.