O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) de Joinville está acompanhando o processo acerca de denúncia feita pela designer de moda Renata Maria da Luz, 47 anos, que denunciou ter sido vítima de racismo praticado por um funcionário do Centro Público de Atendimento ao Trabalhador (Cepat). Segundo Renata, quando consultava uma lista de oportunidades, no dia 27 de setembro, foi abordada por um funcionário do local, que teria dito que não havia vagas para as áreas de limpeza, cozinha e costura. Entendendo ser vítima de preconceito racial, ela registrou boletim de ocorrência na sexta-feira (6). O Compir deve analisar a defesa do servidor e encaminhar o caso ao setor de recursos humanos do centro. “O servidor está de atestado e não podemos aplicar nada a ele. Também não podemos tomar qualquer decisão enquanto não sair o processo”, informou o diretor-executivo do Cepat, Mário José Leal. Segundo Leal, o servidor nega a acusação, mas a orientação acerca das providências a serem tomadas virá do comitê da Prefeitura em relação às decisões administrativas do desfecho da situação. De acordo com o coordenador do Compir, Paulo Junior, o processo ainda está na justiça e o conselho aguarda o desenrolar no caso. O coordenador ainda ressaltou que a prefeitura é contrária a qualquer tipo de preconceito. Agora, o grupo trabalha em campanhas com a população, como pedágios e palestras, para orientar as pessoas sobre o racismo. Junior ainda afirma que é importante que qualquer pessoa que tenha passado por algum caso de preconceito ligue para o Disque 100 ou vá até a Delegacia de Polícia mais próxima. Em nota, a Prefeitura de Joinville também informou que não tolera práticas racistas. Veja mais sobre o caso: Designer de moda denuncia preconceito racial