Um catarinense foi impedido de tomar a primeira dose contra a Covid-19 por ter o mesmo número no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) que um morador da Paraíba. O caso aconteceu no início deste mês, quando Júlio César da Conceição, 32 anos, tentou se vacinar em SC, mas o sistema do Ministério da Saúde afirmou que ele já havia sido imunizado em outro estado.

Além de ter o mesmo número no CPF, os dois homens nasceram em São Paulo e os nomes das mães são iguais.

O morador do município de Araras, na Paraíba, foi localizado e apresentou os documentos originais como o RG, CPF, certidão de nascimento e carteira de motorista. Segundo o delegado Ricardo Sena, de fato, os CPFs são iguais. Porém, o nome do pai, data de nascimento e número do RG são diferentes.

"O caso está quase resolvido, é um erro absurdo. São duas pessoas com o mesmo CPF, mesmo nome da mãe e ambos naturais de São Paulo", afirmou o delegado.

Segundo o procurador da prefeitura de Araras, Evandro Trindade, a Receita Federal (RF) é responsável pelo erro. Uma vez que o morador da cidade tem mais de um sobrenome e é mais velho que o morador de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

"Não houve falsificação de documentos por parte dele [morador de Paraíba] e nem tão pouco uso de documento falso. A irresponsabilidade partiu da Receita Federal que forneceu um CPF para duas pessoas", disse.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Balneário Camboriú, o morador do município não vai poder receber a primeira dose da vacina enquanto o problema não for solucionado. Mas ainda não há prazo para ser resolvido.

O procurador de Araras disse que pretende entrar com uma representação na Justiça contra a RF para reparação de danos morais pela situação que aconteceu. Já o morador de Araras está com o agendamento para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em outubro.

*Com informações de G1.