O Castelo de Bran, que guarda o patrimônio que inspirou a história do vampiro Drácula, desde o último sábado (8) também contribui para a vacinação contra a Covid-19 na Romênia.

Conforme informações da Revista Galileu, o castelo oferece a dose da Pfizer/BioNTech em um centro instalado no local. Quem toma a vacina ali ganha acesso gratuito à famosa exposição de ferramentas de tortura medievais.

A estratégia do monumento histórico vai de encontro às campanhas de vacinação lançadas pelo governo romeno nas últimas semanas, que incluíram “maratonas” de 24 horas em locais públicos, como a Biblioteca Nacional de Bucareste.

Até agora, somente cerca de 3,6 dos 19 milhões de habitantes da Romênia – cerca de 18% da população – receberam pelo menos uma dose contra o novo coronavírus.

O país pretende elevar esse número para 10 milhões até setembro deste ano, mas, segundo uma pesquisa da Globosec, quase metade dos romenos afirma não estar inclinada a receber o imunizante.

Além de estimular visitas ao local – que viu o número de turistas cair durante a pandemia –, o Castelo de Bran espera que a iniciativa ajude a reverter a hesitação do público em torno da vacina.

Durante todos os fins de semana do mês de maio, qualquer pessoa poderá receber a dose da Pfizer/BioNTech na alfândega do prédio, sem necessidade de agendamento com antecedência.

De acordo com comunicado oficial, quem topar ser imunizado vai ganhar um certificado que destaca sua “coragem e responsabilidade”, sob o título “vacinado no Castelo de Bran”.

O Castelo

Localizado na fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia, o monumento nacional é associado ao príncipe romeno do século 15, Vlad Tepes, também conhecido como “Vlad, o empalador” – referência à sua técnica favorita de tortura prolongada: o empalamento.

Apesar de não ter pisado lá, o homem sanguinário é a grande inspiração por trás do conde Drácula, que dá título à ficção de terror lançada por Bram Stoker em 1897. As descrições da obra também remetem ao imponente monumento romeno, erigido nas florestas dos Montes Cárpatos.

À agência Reuters, o diretor de marketing do castelo, Alexandru Priscu, disse que o passe-livre à exposição de instrumentos de tortura usados na Idade Média surgiu com o propósito de “mostrar como as pessoas foram ‘furadas’ entre 500 e 600 anos atrás na Europa”. Afinal, o que é uma picada de agulha perto dos métodos sangrentos de tortura que marcaram a época?

Com informações da Agência Reuters, via Revista Galileu.