Apesar das chuvas dos últimos dias, a longa estiagem dos últimos meses ainda dificulta a recarga nos níveis da Lagoa do Peri, em Florianópolis, e por conta disto a Casan reduziu ainda mais a captação de água bruta para preservar o manancial.

Um novo motorbomba na entrada da Base Aérea está abastecendo desde a semana passada o bairro Tapera através de água transportada pelo Sistema Integrado da Grande Florianópolis/Continente, economizando nessa operação 25 litros/segundo na Lagoa.

Por meio de uma interligação de redes, outra ação operacional já está permitindo que o Sistema Integrado abasteça parte do Rio Tavares, economizando mais 10 litros/segundo da Lagoa.

Hoje, 120 litros/segundo não estão sendo captados na Lagoa do Peri, apesar de a outorga autorizar 200 litros/segundo. Para complementar o volume necessário para abastecer os 141 mil moradores do Sul e do Leste da Ilha, a Casan conta ainda com um total de 12 poços do Sistema Complementar do Campeche.

Mais três obras

Em dezembro, uma quarta obra transportará mais 30 litros/segundo desde o Sistema Integrado para o Sul da Ilha. É quando entrará em operação a adutora de 2.350 metros que será assentada ao longo do acesso do novo Aeroporto Internacional Hercílio Luz.

No Verão também uma quinta obra entrará em operação beneficiando os moradores da região da Barra da Lagoa da Conceição. Uma adutora de 9.200 metros, interligada a poços prospectados no Rio Vermelho, vai transportar mais 25 litros/segundo, aliviando a Lagoa do Peri.

Numa sexta ação operacional programada, mais três poços serão abertos antes de dezembro, produzindo mais 30 litros/segundo.

“No início do próximo ano a Lagoa do Peri estará contribuindo com, no máximo, 45 litros/segundo para o sistema”, projeta o Superintendente Regional Metropolitano, engenheiro Joel Horstmann. “E fora da temporada a contribuição poderá ser interrompida em alguns momentos para recarregar o manancial”.

 

Estiagem histórica

De acordo com a Casan, foi registrada uma chuva de 59,9 mm na região da Lagoa do Peri, entre domingo e o amanhecer de terça-feira, o que aumenta o nível da lagoa em 7cm.

Porém, essa quantidade em nada interfere nas ações que estão sendo feitas para reduzir ainda mais a captação de água na lagoa, pois será preciso de três a quatro meses de chuvas em volumes normais ou levemente acima da média para estabilizar o nível habitual daquele manancial. Segundo a Epagri-Ciram, a estiagem é histórica.
A orientação que a Casan continua passando à população, especialmente a do Sul e Leste da Ilha, é que faça um uso consciente de água, economizando o máximo possível.

 

* Com informações da Assessoria de Imprensa da Casan.

 

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