Uma casa de acolhimento para reabilitar usuários de drogas e álcool em situação de rua funciona em Joinville. Um estudo sobre o projeto venceu a categoria de Processos e Serviços Públicos, da Expoinovação 2017. São apenas 38 unidades em todo o Brasil e duas delas estão em Santa Catarina, sendo uma em Joinville e outra em Chapecó. A unidade de recolhimento é como uma casa. Tem quartos coletivos e individuais, cozinha, lavanderia, banheiros, sala com TV e espaço de convivência. As portas ficam abertas e os usuários têm livre acesso de ir e vir. Lavam suas roupas, podem fazer lanches e têm incentivo para serem autônomos e independentes e cuidarem da higiene pessoal. Recebem as refeições do café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. A casa tem capacidade para atender 15 pessoas, sendo estes usuários atendidos pelo Centro de Atenção Psicossocial em álcool e outras drogas (CAPS AD) que precisam ter um cuidado mais integral, homens e mulheres, acima de 18 anos, em situação de rua. Mesmo sendo atendidos na unidade, as pessoas podem continuar frequentando o CAPS. Desde que o projeto teve início, em agosto de 2014, a unidade já acolheu 43 pessoas. “Na casa, a intenção não é que o usuário apenas pare de usar álcool e drogas, mas que ele seja reinserido na sociedade. Muitos voltaram a estudar, a trabalhar, voltaram a ter vínculos com a família, voltam para suas cidades de origem, diminuem ou até param o uso de drogas. Os resultados são quantitativos e qualitativos. Um usuário nosso acabou de concluir o ensino médio, vai fazer o Enem e quer entrar na faculdade”, afirma o psicólogo da Secretaria de Saúde, Diogo Fiorello Foppa. Para incentivar a continuidade dos estudos, a unidade mantém parcerias com instituições de ensino que possam oferecer bolsas. Usuários da casa já frequentaram cursos como informática, segurança, gastronomia, elétrica predial, entre outros. A maior dificuldade, no entanto, é a reinserção no mercado de trabalho. De acordo com uma pesquisa da Secretaria de Assistência Social de 2016, Joinville tem em torno de 700 moradores de rua. O perfil da maioria dos moradores da casa é homem, jovem e com baixa escolaridade. *Com informações da Prefeitura de Joinville.