A Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) resgatou nesta quarta-feira (29) uma fêmea de pitbull ilhada no bairro Santo Antônio.

O biólogo e chefe de Educação Ambiental, Christian Raboch Lempek, buscou um acesso mais fácil para realizar o resgate do animal que não conseguia sair da ilha sozinho.

A fêmea estava debilitada, com frio e não havia informação sobre há quanto tempo precisava de ajuda.

A pitbull era calma e, segundo o biólogo, o resgate ocorreu com sucesso pela equipe, também composta pelo biólogo Gilberto Duwe e pelo estagiário Kenedy Fagundes Munhoz.

O animal segue na clínica, esperando pelo proprietário, mas é importante deixar claro que um resgate não deve ser feito sem o devido acompanhamento técnico.

"Muitas vezes, o animal pode estar com dor e também se sentir ameaçado, podendo tornar-se agressivo”, explica.

Foto Divulgação

Solicitações de resgates devem ser feitas pelo número de telefone da Fujama (3273-8008), de segunda a sexta, das 7h30 às 17 horas, ou por registro na Ouvidoria da Prefeitura (0800-642-0156).

O serviço está disponível 24 horas por dia. Mesmo quando a Fujama está fechada é possível solicitar o resgate aos Bombeiros, pelo 193.

O resgate de animais domésticos não faz parte da rotina do biólogo. Os animais silvestres lideram situações desta natureza.

Corujas, jabutis, gatos-do-mato, gambás, serpentes, tamanduás e até porco-espinho formam a lista de resgates.

Um gato-do-mato-pequeno, espécie em extinção, chegou a ser encaminhado para taxidermização em Curitiba (PR) e serve como objeto de estudo para crianças, adolescentes e adultos durante exposições.

172 animais já foram resgatados neste ano

A Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) realizou o resgate de 172 animais neste ano. Em 2019 foram 263 os resgates.

O número mais é expressivo é relativo ao do verão, quando o metabolismo dos animais é acelerado e eles saem de seus habitats à procura de alimento.

Biólogo Christian Lempek com a pitbull resgatada | Foto Divulgação

Em comparação com o mesmo período do ano passado (42 animais resgatados), o número deste ano foi um pouco menor, mas ainda assim, expressivo.

O biólogo e chefe de Educação Ambiental, Christian Raboch Lempek, atribui a quantidade de resgates também ao conhecimento, por parte da população, do serviço e de como agir em casos de encontrar animais silvestres próximo de casa.

“Sempre pedimos para que as pessoas não matem o animal e, sim, chamem pelo serviço, que irá resgatá-lo e devolvê-lo ao seu habitat natural, contribuindo com o ecossistema”, pondera.

 

Com informações da assessoria de comunicação da Prefeitura de Jaraguá do Sul.

 

 

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