Em pleno Outubro Rosa, mês em que a conscientização em torno do câncer de mama toma conta de todos os meios e busca chamar a atenção das mulheres, o assunto também pode ser estendido aos pets. Isso porque, a doença é frequente em gatas e cadelas e, assim como nos humanos, o diagnóstico precoce tem grande influência no tratamento e na cura. Segundo estudos veterinários, os tumores de glândula mamária representam de 50% a 70% de todos os tumores verificados na espécie canina. Em comparação a dados da medicina humana, a incidência nas cachorras é três vezes maior do que a registrada em mulheres. Já em felinas, o problema tem características mais agressivas e a neoplasia mamária é a terceira mais corriqueira, representando cerca de 42% de todos os tumores. De acordo com o médico veterinário Taiã Santos, do Hospital Veterinário Amizade, a castração não é apenas uma maneira de reduzir a superpopulação, o abandono e os maus tratos em animais. É também uma forma eficaz de oferecer mais saúde evitando o surgimento de casos de câncer de mama. Ele explica que a ação hormonal ocupa o topo da lista quando se trata dos principais fatores desencadeantes da doença. “Ela pode tanto ser de origem endógena, produzida pelos ovários, quanto exógena, quando ocorre a aplicação hormonal para evitar que o animal entre no cio. Essas aplicações não influenciam apenas a formação do câncer de mama e, sim, de todo trato reprodutivo e também o aumento das infecções uterinas”, ressalta. Por tudo isso, conforme o profissional, optar pela castração é de suma importância para a manutenção da saúde das fêmeas de cães e gatos. Quando realizada precocemente, ela evita a exposição hormonal durante a puberdade, fase em que a glândula mamária se desenvolve e se torna madura. Dessa forma, o procedimento impede o surgimento de possíveis mutações que podem originar o câncer de mama. Diagnóstico e tratamento O veterinário Taiã Santos esclarece que o diagnóstico do câncer de mama em gatas e cadelas exige um conjunto de exames. Em geral, os principais sinais são caroço na região das mamas e nódulos em forma de placas inflamadas. O tratamento pode incluir cirurgia e quimioterapia. *Com informações da assessoria de imprensa