Reunião realizada em Araranguá, com a participação de 40 pessoas, entre líderes dos movimentos G2C, Direita Araranguá e dos caminhoneiros – organizadores das manifestação na AMESC – alinhou estratégias e detalhes para os atos do dia 7 de setembro. Na pauta: voto impresso e impeachment de ministros do STF.

Conforme Alexandre Scarabelot, a reunião foi para organizar o movimento, conversando com grupos que irão a Brasília, considerando que a manifestação é nacional. Também foi discutida as pautas e objetivos das reivindicações.

“Nos reunimos em Araranguá com pessoas engajadas de toda a nossa região, como Turvo, Meleiro, Maracajá, Morro Grande, Jacinto Machado, onde discutimos sobre a manifestação que inicia dia 7, mas que pode seguir, dependendo do andamento da situação em Brasília, onde será o foco principal, O grupo daqui, que vai para lá, irá nos repassar todas as informações . Eles podem ficar um, dois, três, 10 dias se preciso for".

Segundo a organização, a pauta principal do dia 7 é a aprovação do voto impresso, como também o impeachment de pelo menos dois ministros do STF: Barroso e Alexandre de Moraes.

“Pelas ações inconstitucionais, pois estão rasgando nossa constituição com decisões arbitrárias, prisões de pessoas que estão usando do seu direito de se manifestar, que estão sendo acuadas. Tem um grupo grande de pessoas que sairá da nossa região rumo a Brasília, onde irão acampar e participar ativamente da manifestação na capital federal”, esclareceu Adércio Velter.

Haverá paralisação dos caminhoneiros também na próxima terça-feira, inicialmente por 72 horas, com fechamento da BR-101, no bairro Sanga da Toca, em Araranguá, conforme representantes dos caminhoneiros da região, que também participaram da reunião.

Fotos: Portal Agora!

“Esta manifestação é em prol da população brasileira, não é uma greve dos caminhoneiros. Não estamos brigando pelo preço do diesel, mas por uma pauta nacional. Os caminhoneiros sim, estão de prontidão e prontos para uma grande mobilização, porém essa mobilização será medida a partir da manifestação do povo. Se o povo realmente estiver junto, se ‘vestir a camisa’, ninguém mais ‘arranca’ o caminhão. A categoria vai parar, a nossa parte faremos mais uma vez, vamos vencer a guerra, se nos unir”, afirmou o caminhoneiro Jonathan Paganini (Gedão).

Cargas de produtos perecíveis, oxigênio para hospitais, remédios, cargas vivas, ônibus e veículos de passeio não serão barrados.

Segundo o empresário do ramo de transportes, Jair Ferraz Pereira, a categoria dos caminhoneiros tem muita força.

“A manifestação do 2018 parou total e paramos mesmo, conforme a população se mover, nos moveremos. Estamos aguardando a chegada de viajem de mais caminhoneiros da região, que são líderes, que nos apoiam, para gente se reunir e começar a paralisação no dia determinado”, concluiu.

 

Fonte: Karin Mariana / Portal Agora