Emoção: Bombeiro voluntário faz o parto da própria filha em Jaraguá do Sul

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Por: OCP News Jaraguá do Sul

sexta-feira, 11:32 - 02/06/2017

OCP News Jaraguá do Sul
Fotos Arquivo Pessoal/OCP O dia 1º de junho de 2017 vai ficar marcado na memória do bombeiro voluntário Cristiano Leandro, 30 anos. No Corpo de Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul há 10 anos, ele fez o parto da própria filha em uma ambulância da corporação no fim da tarde, às  17h25. O nascimento da pequena Melinda Moraes Ferreira aconteceu no pátio da residência de Cristiano, na rua Loreno Antônio Marcatto, no bairro Jaraguá Esquerdo. Segundo Cristiano, a sua esposa, Danieli Moraes ferreira, 23 anos, começou a ter dores ainda na madrugada desta quinta. Por volta das 11h, ele levou a mulher até o Hospital Jaraguá para fazer o acompanhamento médico. Por volta das 15h30, o casal foi atendido, mas a médica disse que a dilatação de dois dedos ainda era pouca para o nascimento do bebê. “Fomos para casa e coloquei ela (Danieli) em uma banqueta embaixo do chuveiro quente”, conta Cristiano.
Foto: Arquivo Pessoal/OCP
A futura mamãe já queria fazer uma cesariana, mas o carinho do pai deu uma força. Depois de uma sessão de massagens e com o ambiente aquecido com um aquecedor, a bolsa estourou e Danieli entrou em trabalho de parto. “Liguei para os bombeiros e uma ambulância estava vindo do Hospital São José para a base na Barra. No horário de pico seria impossível chegar no hospital a tempo”, relembra Cristiano, que citou com muita alegria a ajuda dos bombeiros voluntários Everson e Guilherme.
Foto: Arquivo Pessoal/OCP
Cristiano sentou na frente como um passageiro normal, mas Danieli insistiu que o marido estivesse junto na parte traseira da ambulância. “Eu pedi autorização para ir com ela. Quando fui para trás, ela começou a fazer força e eu pedi um par de luvas. Quando coloquei as luvas, já deu para ver a coroa. Ela fez mais força e a cabecinha já veio. Quase morri chorando”, relata o bombeiro voluntário. “Já havia presenciado um nascimento, mas nada se compara com essa experiência”, completa. O bombeiro voluntário ainda teve a honra de cortar o cordão umbilical da filha. Um atendimento que vai ficar marcado na sua memória. “No momento, passou um milhão de coisas na minha cabeça, um verdadeiro turbilhão de pensamentos. Senti uma emoção que não tem explicação”, descreve Cristiano.
 
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