O cantor estadunidense Robert Allen Zimmerman, conhecido popularmente como Bob Dylan, 80 anos, está sendo acusado de abuso sexual e agressão por uma mulher de 68 anos. Identificada pelas iniciais "JC", ela alega que foi alcoolizada antes de ser abusada sexualmente pelo cantor em 1965, quando tinha 12 anos e o cantor 23 anos.

De acordo com o processo judicial aberto por JC na última sexta-feira (13) na suprema corte de Manhattan, Dylan supostamente "explorou seu status como músico preparando JC para ganhar sua confiança e obter controle sobre ela como parte de seu plano de molestá-la sexualmente e abusar dela.”

Ainda, JC disse que o cantor estabeleceu uma conexão com ela para “diminuir suas inibições com o objetivo de abusar sexualmente dela, o que ele fez, somado ao fornecimento de drogas, álcool e ameaças de violência física, deixando-a emocionalmente marcada e psicologicamente danificado até hoje."

O abuso não teria ocorrido somente uma vez, as alegações são de que Dylan abusou de JC diversas vezes, inclusive em um hotel famoso em Manhattan conhecido como "Chelsea". Segundo a denúncia, as sequelas do abuso em JC incluem depressão, humilhação e ansiedade que “são de natureza permanente e duradoura e têm incapacitado a demandante de frequentar suas atividades regulares”.

A mulher está em busca de indenizações não especificadas e um julgamento pelo júri por alegações de agressão, espancamento, falsa prisão e imposição de sofrimento emocional que fizeram com que ela buscasse por tratamento médico frequentemente.

Um porta-voz do cantor afirmou ao jornal estadunidense "The Guardian" na segunda-feira (16) que "a a firmação de 56 anos atrás é falsa e será vigorosamente defendida."