Em meio à pandemia de Coronavírus, a população não pode esquecer de combater outro inimigo da saúde: o mosquito Aedes aegypt, transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Neste ano, Biguaçu já registrou 465 focos de larvas do Aedes detectados pela Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, e para não haver uma epidemia dessas doenças, é necessária a colaboração da população em eliminar locais que possam acumular água parada.

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), o ano de 2020 foi marcado pelo registro do maior número de casos já confirmados de Dengue no estado.

São mais de 11 mil no período de 29 de dezembro de 2019 a 7 de novembro de 2020. Outro dado preocupante é que a maioria são autóctones, ou seja, com transmissão dentro do território catarinense.

Apesar de não haver casos registrados em Biguaçu em 2020, o município está na lista dos 103 municípios do estado infestados pelo Aedes aegypti.

Ações mesmo com pandemia

Mesmo com a pandemia de Covid-19, as ações de combate e controle ao mosquito Aedes vêm sendo realizadas normalmente pelos profissionais da Vigilância Ambiental, seguindo os protocolos de segurança contra o Coronavírus, principalmente nas atividades de campo.

O setor trabalha com um cronograma de visitas em 179 armadilhas, que são monitoradas semanalmente em postos de combustíveis, depósitos de materiais de construção, transportadoras e empresas. Também são monitorados 80 pontos estratégicos, entre eles cemitérios, borracharias, depósitos de materiais recicláveis, entre outros.

O responsável pela Vigilância Ambiental de Biguaçu, João Batista Soares, pede que a população reforce os cuidados para eliminar todos os locais com água parada e que possam servir de criadouros do mosquito.

 

Cuidados para combater o mosquito

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água.
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Limpe as calhas, evitando que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento adequado da água;
  • Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;
  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.

 

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