Foi lançado na terça-feira (5) e está disponível gratuitamente para todos verem através do YouTube, o documentário Vale Tombado. Com roteiro e direção de Carlos Daniel Reichel e produção do Escritório de Cinema, o documentário levanta um mar de dúvidas sobre o tombamento histórico do Rio da Luz e de Testo Alto trazendo ricos depoimentos, entrevistas e imagens de tirar o fôlego (e que mostram a riqueza da região). Porém, ele vai além disso. Faz com que cada um dos espectadores dê uma volta no passado e reflita o quão difícil é mantê-lo vivo. No dia 14, a partir das 19h30, haverá uma exibição gratuita do Vale Tombado na Scar Assista aqui https://www.youtube.com/watch?v=jMrdVi2-vxU Sete meses de imersão histórica Para construir o documentário, foram necessários sete meses trabalho e imersão na história das comunidades. As primeiras entrevistas começaram a ser rodadas em dezembro, logo após a etapa de pesquisa, que traçou um perfil prévio dos personagens e suas histórias. Cerca de 12 profissionais se envolveram no processo. “O roteiro prévio nos permite saber mais ou menos o que vamos abordar, mas quando realizamos a entrevista o material sempre surpreende. Existe uma resistência natural do ser humano com a câmera, mas uma vez quebrada esta primeira barreira, começam a surgir os momentos que você não esperaria, alguém sempre fala algo que você não imaginava”, descreve o roteirista e diretor Carlos Daniel Reichel. 2016_06_10 Vale tombado escritorio cinema - em (60)-2

Para o roteirista e diretor Carlos Daniel Reichel, o documentário instiga o debate de um tema relevante para a comunidade local (Foto: Eduardo Montecino)

O diretor conta que dois aspectos chamaram a atenção: o primeiro é a resistência de alguns moradores, que Reichel também descreve como “um cansaço” diante de todo o cenário dos últimos anos. Já o segundo é justamente a receptividade de muitas famílias, que ainda se interessam em contar suas histórias e abrir as casas de forma calorosa. “No Rio da Luz, tudo é contado em primeira pessoa. Quando conversamos com os moradores, é comum ouvir ‘foi meu avô quem construiu’ ou ‘meu bisavô que fez”. Esta noção de propriedade familiar ainda é forte”, comenta. pagina 19asasassdasdasdasdsdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasasdasdasdasddasd Um documentário para o mundo Para garantir que o documentário alcance o maior número de pessoas possível, a equipe do Escritório de Cinema apostou em uma ideia arrojada e inovadora. Invertendo a ordem tradicional, o lançamento será feito primeiramente no ambiente online, por meio da página da produtora no Youtube. A estreia está marcada para próxima terça-feira, 5 de julho, às 20h. “É uma estratégia para que as pessoas possam acessar o documentário de maneira simples e rápida, em qualquer lugar. Afinal, é um filme feito de gente para gente. O que segura o projeto são as pessoas, com seus dramas, suas alegrias, perspectivas. É uma reflexão que vem a somar muito e a ideia é que todos possam participar”, explica Moretti. 2011_10_28 especial Rio da Luz - em (33) Já no dia 14 de julho, será feita uma sessão especial na Scar, às 19h, com a presença de alguns dos moradores e especialistas que participaram do projeto. “A proposta é exibir o documentário e na sequência promover um debate sobre o filme e sobre a questão da preservação histórica. Queremos instigar as pessoas a darem sua opinião, saber o que elas pensam e como entendem a situação”, comenta Reichel.