Encerra-se nesse domingo, a 10ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul. Certamente, repetindo ou suplantando o sucesso de público, livros vendidos e, sobretudo, conhecimentos adquiridos. Tenho convicção de que esse projeto viável, vencedor e provedor de saberes, assume condignamente o status e hashtag de, “a feira das feiras”, não somente por suas dimensões numéricas, mas notadamente, por sua importância imaterial qualitativa. Por isso, a Feira do Livro sempre será a feira das feiras. E é por acreditar em projetos de desenvolvimento dessa natureza que o jornal O Correio do Povo, mais uma vez, sela sua contribuição como patrocinador. Como empresa de comunicação, nosso propósito e filosofia não residem exclusivamente na tarefa de bem “informar”, mas também, de “formar” uma sociedade cada vez melhor. Adentrando a realidade contextual da leitura, pode até soar clichê asseverar que o brasileiro lê pouco; que o hábito da leitura é determinante para saúde física, mental e emocional; que a leitura exercita o cérebro; que ela aprimora a memória; que estimula a imaginação, desenvolve a inteligência, o raciocínio, a concentração; que enriquece o vocabulário, a argumentação, a escrita; que potencializa o senso crítico, a bagagem cultural; que quem lê viaja para outras realidades e, enfim, outros tantos “quês” clichês. Até mesmo quem nunca abriu um livro tem consciência disso, admitamos. Verdade seja dita, soe clichê ou não, essas premissas merecem massificação sim. Obviamente não está escrito, tampouco, estampado em murais, mas, a mensagem relevante e subliminar que a Feira do Livro quer nos deixar é: “quem lê vive mais”. Mensagem esta, a propósito, bem mais branda do que a apregoada pelo saudoso Mário Quintana, “os verdadeiros analfabetos são aqueles que aprenderam a ler e não leem”. Por esse prisma podemos considerar, em sentido figurado, que o índice de leitura brasileiro ainda equivale a um extenso deserto, onde as feiras de livros representam, proporcionalmente, oásis. Por conseguinte, somente o incremento do fluxo de viajantes e caravanas por esse deserto, poderão transformar esses oásis em lagos, quiçá, em mares. Saindo da fantasia para a realidade, estudos e pesquisas apontam que cerca de 70% dos brasileiros não terão lido um livro sequer em 2016. Muito provável que esse dado não retrate a realidade particular de Jaraguá, mas podemos melhorar mesmo assim. Por falar nisso, a feira encerra-se domingo (21) às 18h. Quem não a visitou, ainda há tempo. Por fim, cumpre-nos enaltecer e agradecer os organizadores, apoiadores e todos que beberam dessa fonte. Boa leitura. Até a próxima.