Devido a uma grave infecção no sangue que teve em 2014, o britânico Malcolm MacDonald perdeu o pênis.

Um novo órgão, de 15 centímetros, foi feito com um retalho de pele, vasos sanguíneos e nervos do braço esquerdo. O órgão foi implantado no membro superior e somente seis anos depois, Malcolm teve a genitália colocada no devido lugar.

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“Eu lutava há anos com uma infecção, mas não fazia ideia do que poderia acontecer. Ela se espalhou pelos meus dedos das mãos e dos pés e os tornou pretos. Quando vi meu pênis escurecer, fiquei fora de mim. Foi como um filme de terror. Então, um dia, ele caiu no chão”, disse Malcolm em entrevista ao jornal The Sun.

No impulso, ele jogou o órgão no lixo e passou dois anos em isolamento.

“Me senti a sombra de um homem. Minha vida realmente desmoronou, eu não tinha autoconfiança. Bebi demais. Não vi familiares e amigos, só não queria ter que enfrentar isso.”

“Não ter um pênis foi horrível. É o pior medo da maioria dos homens. Para mim, nunca me preocupei com sexo, porque já tinha dois filhos. Sempre foi mais sobre minha autoconfiança e coisas simples, como usar o banheiro”, completou.

Malcolm só teve esperanças de novo quando ouviu falar do professor David Ralph, do University College Hospital de Londres, especialista em construção de órgãos.

Como o britânico ainda tinha falta de oxigênio no sangue, o pênis artificial foi criado e enxertado no braço esquerdo do homem.

A recolocação para a região pélvica estava prevista para 2015, porém, devido a alguns atrasos no hospital e depois pela pandemia de Covid-19, ela foi adiada e ele conviveu por seis anos com o órgão no antebraço.

“Você pode imaginar seis anos de sua vida com um pênis balançando em seu braço? Foi um pesadelo, mas agora acabou”, disse Malcolm.

“Foi uma operação de nove horas. A primeira coisa que fiz foi olhar para baixo e fiquei: ‘Oh, eles conseguiram desta vez’. Me sinto como um homem de verdade novamente.”

A equipe médica chefiada por David Ralph também colocou uma bomba no escroto, que irá permitir que Malcolm retome aos poucos a sua vida sexual.

As informações são da revista Crescer