A expectativa criada ao longo desta terça-feira(29) de que os caminhões tanques sairiam carregados da base de distribuição de Petrobras para abastecerem os postos de Florianópolis e região não se confirmou. Até o início da noite os estabelecimentos permaneciam fechados, sem a perspectiva de receberem os combustíveis, e nenhum veículo havia deixado a distribuidora.

Mesmo assim motoristas formaram filas em vários postos durante o dia. Alguns, depois de muitas horas de espera, desistitiram. Outros deixaram seus veículos estacionamentos, à espera da chegada dos combustíveis e prometem passar a noite dentro dos carros se for necessário.

A esperança de que os abastecimentos voltassem ao normal aumentou durante o dia porque às 22h noite de segunda-feira (28) os caminhoneiros foram intimados por um oficial de Justiça, após o juiz Yannick Caubet da comarca de Biguaçu, determinar a remoção dos manifestantes naquele ponto, em um prazo de 24 horas. O magistrado também autorizou o uso da força policial caso fosse necessário.

O advogado José Braz da Silveira prestou orientação jurídica aos caminhoneiros voluntariamente para que eles pudessem entender os detalhes da determinação. A manifestação até foi desmobilizada e tanto o acesso à Petrobras quanto a rodovia SC-407 ficram livres. Porém, durante a tarde, outro grupo de manifestantes, vindos de Palhoça, ocuparam o espaço de impediram a saída dos veículos. A Polícia Militar, apesar de estar presente no local, evitou qualquer tipo de confronto.

AO VIVO: acompanhe a paralisação dos caminhoneiros em SC

Os caminhoneiros garantiram que vão cumprir a decisão. Mas a expectativa agora é que eles deixem o ponto de paralisação no limite da exigência legal, ou seja, a partir das 22h desta terça-feira (29).

Segundo levantamento das polícias rodoviárias, o número de manifestações nas estradas catarinenses aumentou e alcançando 153 pontos nesta terça-feira. São pelo menos 69 pontos em rodovias federais e 85 em rodovias estaduais. Em nenhum deles, há bloqueio das rodovias.

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