O projeto de Reforma Trabalhista passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O embate foi duro, mas o resultado positivo, mostrando que embora a crise política persista, os interesses do Brasil precisam e estão sendo colocados em primeiro lugar. É preciso ressaltar que embora o tema seja polêmico, o texto da reforma não altera nenhum dos itens mais importantes da legislação trabalhista: 13.º salário, Fundo de Garantia e férias remuneradas, que permanecem intocados. Na verdade o que se quer acabar é com um engessamento que não faz mais nenhum sentido nos dias atuais e também dar segurança jurídica para as negociações entre patrões e empregados. O grande mérito da reforma trabalhista é justamente implantar um sistema baseado na flexibilidade e na livre negociação. Ao regulamentar novos modelos de trabalho, como o home office, modelos de jornada adaptáveis às diferentes carreiras e circunstâncias pessoais - como a possibilidade de abreviar intervalos para encerrar mais cedo o trabalho diário-, a reforma trabalhista reconhece que o mundo já não funciona como antes, que nem todo mundo precisa atuar da mesma maneira e ter o mesmo estilo de vida. O mundo mudou, o comportamento das pessoas passou por uma verdadeira revolução e a legislação trabalhista brasileira não acompanhou. O discurso de perda de direitos está baseado em velhos conceitos. A reforma trabalhista é essencial não só para os empregadores, mas também para os empregados.