Seis apartamentos e cinco salas comerciais do edifício Jaraguá Tower serão leiloados hoje (19) e segunda-feira (22). A venda desta sexta será online e terá valores baseados no mercado imobiliário. Já na semana que vem, os lances iniciais vão oferecer descontos que chegam até R$ 90 mil.

O prédio está entre as obras abandonadas pela Criciúma Construções, que acumulou uma dívida de mais de R$ 1 bilhão no setor de construção civil em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

O leilão será promovido pela associação de proprietários do edifício, que conquistou em 2016 a concessão da obra na Justiça e assumiu a continuidade dos serviços.

O Jaraguá Tower fica na avenida Marechal Deodoro da Fonseca, número 1309, no Centro da cidade. No leilão desta sexta, um apartamento de 83 metros quadrados será comercializado a partir de R$ 357 mil.

Salas comerciais tem até 80 metros quadrados | Foto Arquivo OCP News
Salas comerciais tem até 80 metros quadrados | Foto Arquivo OCP News

Segundo a presidente da associação, Márcia Alberton, este é o valor indicado por um perito imobiliário.

"Mas o que importa para nós é o leilão de segunda, que terá descontos nos preços", enfatiza. Um apartamento com a mesma metragem poderá ser comprado com lances a partir de R$ 247 mil. No local, há apartamentos de até 130 metros quadrados.

Já as salas comerciais de 38 metros quadrados, por exemplo, de R$ 160 mil, vão poder ser adquiridas por R$ 110 mil. O tamanho das salas é de até 80 metros quadrados.

O leilão de segunda-feira será presencial, no próprio Jaraguá Tower, às 14h. Para participar, é necessário fazer a inscrição pelo site. O endereço online é o mesmo para a concorrência de hoje, que não será presencial.

Obra deve ser finalizada em 2020

Segundo Márcia, a obra do Jaraguá Tower deve ser entregue em 2020. "Atualmente, estamos na fase de acabamentos de piso e contrapisos", comenta a presidente da associação de proprietários. Quando a Criciúma Construções paralisou as obras, a estrutura do prédio apenas tinha sido levantada e rebocada.

O edifício começou a sair do papel em 2009, com prazo inicial de conclusão para 2012. No total, o prédio tem 70 apartamentos e 39 salas comerciais. Até o momento, são 70 proprietários.

"Muita gente já tinha investido R$ 180 mil, R$ 200 mil na obra. Isso foi não foi ressarcido. Quem parcelou agora paga mensalmente à associação o valor", explica Márcia.

Os compradores assumiram a gestão em 2016. Desde então, fora o dinheiro acertado na compra do imóvel, eles aplicaram de R$ 40 a R$ 50 mil a mais para finalizar a construção. O orçamento para terminar o edifício ficou em R$ 9 milhões.

Márcia Alberton é presidente da associação de proprietários do edifício | Foto Arquivo OCP News

"A empreiteira entrou com processo de recuperação judicial. Não recebemos nenhuma indenização até agora e nem temos expectativas para isso", declara Márcia. Com a crise da Criciúma Construções, mais de oito mil pessoas foram lesadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Em Jaraguá, outras cinco obras estavam sob responsabilidade da empresa. No caso do edifício Vasel, no bairro Vila Nova, uma associação de proprietários também foi montada e eles conseguiram assumir a gestão da obra.

O processo judicial envolvendo o edifício Poletto, no Centro, ainda não foi concluído. As outras três obras não chegaram a sair do papel, mas os clientes buscam ganhar indenização pelo valor aplicado na compra.

Estrutura do Jaraguá Tower é de alto padrão

Ao retomar as obras do Jaraguá Tower, a associação de proprietários dos imóveis refez os projetos arquitetônicos, hidráulicos e de iluminação da obra. Márcia Alberton, presidente do grupo, explica que os apartamentos são amplos, bem localizados e a estrutura é de alto padrão.

"Nos dois primeiros pisos, será montada uma estrutura parecida com um mini shopping, por causa dos estabelecimentos comerciais. O edifício vai contar com piscina, área de festas, academia, brinquedoteca e garagem", aponta Márcia.

Para facilitar na hora da compra, um apartamento será decorado e servirá como referência para os potenciais proprietários. "Quem vê de fora pode achar que não estamos mexendo, mas os trabalhos estão sendo internos agora", conclui.

 

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