Aparelho circulatório é a principal causa de mortes em Jaraguá

Cotidiano

Por: OCP News Jaraguá do Sul

sexta-feira, 01:59 - 05/02/2016

OCP News Jaraguá do Sul
Dados do setor de Planejamento em Saúde da Secretaria da Saúde de Jaraguá do Sul apontam a mortalidade de 600 pessoas em 2015. Do total, 156 pessoas morreram de doenças do aparelho circulatório (26%); 151 de neoplasias (câncer) (25,17%); seguidas do aparelho respiratório, 73 (12,17%); 51 de causas externas – incluindo acidentes de trânsito (8,50%); 35 de problemas endócrinos, nutricionais e metabólicos (5.83%). Dos 17 itens listados, os de menor incidência foram doenças da pele e do tecido subcutâneo (0,33%) e gravidez, parto e puerpério (0,17%). Os números mostram uma redução no número de óbitos em relação aos dois anos anteriores. Em 2014, ocorrem mais mortes - foram 666 falecimentos. O aparelho circulatório teve 161 registros. No mesmo ano foram 144 mortes por tumores, 76 em decorrência do aparelho respiratório, 70 por causas externas e 41 doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas. Em 2013 foram 850 mortes, com 212 doenças do aparelho circulatório. Os dados constam no sistema de informações de mortandade do Ministério da Saúde e servem para avaliar o perfil do setor nos municípios. O cardiologista Carlos Alberto Beltrami, que soma 32 anos de profissão, dos quais 27 anos são de atuação em Jaraguá do Sul, atesta que atende uma média de 15 pessoas por dia. Ele esclarece que os problemas relacionados à arterioesclerose (entupimento das artérias) são os mais comuns e os que mais matam no mundo: “A arteriosclerose, inflamatória e crônica, leva ao entupimento progressivo das artérias. Se as artérias entopem no coração, causam enfarto; na cabeça, derrame; e em artérias periféricas, trombose arterial”, explica. A desobstrução das artérias pode ser medicamentosa, através de controle periódico e hábitos saudáveis. Nos casos mais graves e urgentes, a solução é cirúrgica. Pressão alta, consumo de cigarro, alterações no metabolismo (colesterol alto e diabetes) e predisposição genética estão entre os fatores de risco. Falta de atividade física, obesidade e estresse potencializam a ocorrência de problemas. “Se forem controlados os fatores de risco, a probabilidade de prevenção é muito significativa, mesmo entre os que tiveram enfarto ou derrame”, assegura. Pessoas que comem demais, bebem demais, fumam demais e se estressam demais enfrentam ainda mais riscos. “Tem pessoas que mantêm hábitos ruins, as doenças evoluem e provocam mortes”, sintetiza.  
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