Da Redação A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de um medicamento de imunoterapia como primeira opção terapêutica para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células. O remédio pembrolizumabe, que já podia ser usado como segunda linha de tratamento — isto é, em segunda opção —, agora passa a ser autorizado como primeira linha. Esta é a primeira imunoterapia com benefício de sobrevida global comprovado. A aprovação é considerada um grande avanço porque, há décadas, o padrão de tratamento para esta doença tem sido a quimioterapia. De acordo com a fase 3 do estudo Keynote-024, que serviu de base para a análise da Anvisa, o imunoterápico pembrolizumabe mostrou resultados superiores. O câncer de pulmão de não pequenas células é o tipo mais comum na população, correspondendo a 85% de todos os casos registrados de câncer de pulmão. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa para o Brasil é de 30 mil novos diagnósticos de câncer de pulmão este ano. No estudo Keynote-024, foi registrado benefício clínico significativo a partir do uso de pembrolizumabe, na dose de 200mg, a cada três semanas, se comparado à quimioterapia. Os principais resultados mostram que aqueles que receberam a imunoterapia reduziram em 50% o risco de progressão da doença; e reduziram em 40% o risco de morte por qualquer causa, quando comparados ao grupo de terapia padrão com quimioterapia. Além disso, 80% dos pacientes do grupo do pembrolizumabe permaneceram vivos após seis meses de tratamento, em comparação com 70% do grupo da quimioterapia. Outro dado importante foi que quase metade (45%) dos pacientes que utilizaram o pembrolizumabe obteve alguma resposta ao medicamento, seja parcial ou completa, enquanto apenas 28% dos pacientes tratados com quimioterapia apresentaram este tipo de resposta. Recentemente, durante o congresso anual da “American Society of Clinical Oncology” (ASCO) de 2017, foi exposta a última atualização deste estudo. Os dados apresentados indicam que 61% dos pacientes do grupo do pembrolizumabe permaneceram vivos aos 18 meses de tratamento, em comparação com 43% do grupo da quimioterapia. Além disso, o pembrolizumabe reduziu em 37% o risco de morte por qualquer causa. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa para o Brasil é de 30 mil novos diagnósticos de câncer de pulmão este ano.