Antiga usina vira laboratório de pesquisa de combate ao maruim

Antiga usina vira laboratório de pesquisa de combate ao maruim Antiga usina vira laboratório de pesquisa de combate ao maruim

Cotidiano

Por: Ana Paula Gonçalves

terça-feira, 06:30 - 27/02/2018

Ana Paula Gonçalves
A Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali) promoveu reunião na tarde de ontem (26) para discutir o futuro da pesquisa que desenvolve formas de combater a proliferação do maruim no Norte catarinense. O objetivo do encontro foi avaliar o espaço para montar um laboratório de pesquisa em Jaraguá do Sul e buscar apoio para aquisição dos equipamentos necessários. A unidade de estudos deverá ser instalada na estrutura que abrigava a usina de leite, no bairro Garibaldi, cedida pela Prefeitura. A secretária-executiva da Amvali, Juliana Demarchi, revela que, por sugestão do vereador Eugênio Juraszek (PP), foi cogitado o espaço da usina. Segundo ela, o local tem o ambiente necessário para dar andamento no estudo feito pelo professor e biólogo Luís Américo de Sousa. “A Amvali dá suporte ao professor, que desenvolve em sua tese de doutorado estudo a respeito de dois produtos a serem utilizados no combate ao maruim: um defensivo agrícola e um repelente”, destaca. No entanto, o doutorado terminará nos próximos meses e há necessidade de continuar a pesquisa. Atualmente, o maruim representa um problema de saúde pública, havendo grande incidência na zona rural e urbana dos municípios da região. De acordo com o professor que desenvolve os estudos, o avanço do homem no habitat natural do inseto fez com que ele acabasse se proliferando, “já que quando o produtor introduz suas culturas (na Mata Atlântica) acaba fornecendo sangue quente ao bicho”. Em relação à bananicultura, ele diz que a bananeira oferece uma série de substâncias nutritivas que beneficiam o desenvolvimento do maruim. O projeto do laboratório de pesquisa está orçado em aproximadamente R$ 400 mil. E, segundo Juliana Demarchi, o valor deverá ser conseguido com o apoio dos deputados Vicente Caropreso (PSDB) e Patrício Destro (PSB). Para Caropreso, a questão é de suma importância e é preciso avançar na pesquisa. “É uma coisa de grande porte (referindo-se ao defensivo agrícola) para a gente produzir e tornar disponível aos agricultores e para uma política estadual de combate ao maruim. É uma situação muito grave e que vem se desenvolvendo há tanto tempo e não há uma sinalização dos governos em geral para combatê-la”, apontou. Os presentes também tocaram na questão do turismo rural, que se torna inviável em certas regiões por causa da proliferação do maruim. O prefeito Antídio Lunelli ressaltou a necessidade de buscar parceiros na indústria para desenvolver repelentes. Quer receber as notícias do OCP Online no whatsApp? Basta clicar aqui
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