O termo ansiedade na cultura popular tem diversas definições, como aflição, angústia e perturbação. Cada vez mais é comum as pessoas sofrerem desse mal. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em janeiro deste ano, cerca de 33% da população mundial tem ansiedade. Dentro dessa estatística está a gerente administrativa da Secretaria de Saúde de Guaramirim, Ana Carolina Oliveira, de 30 anos. “Um professor na faculdade percebeu que eu tinha déficit de atenção e me aconselhou a procurar um profissional. De imediato, procurei um psiquiatra, pois queria solucionar só esse problema, mas percebi que havia outras coisas que me incomodavam e a medicação não bastava”, comenta Ana Carolina que procurou a psicóloga Luciana Rosa. A psicóloga que atende em seu consultório cerca de oito pessoas por dia explica que a ansiedade não nasce com o ser humano, ela é um estado físico que deriva da emoção do medo. “Sempre que sentimos medo, geramos os sintomas de ansiedade que variam de acordo com o grau de perturbação”, afirma Luciana. No conceito da psiquiatria, o problema é resultado de alterações químicas que levam a sentimentos de medo e pânico. A saída quase sempre é a medicação. Já a psicologia, além de levar em conta o que propõe a psiquiatria, busca compreender o processo psicoterapêutico e o surgimento da ansiedade, investigando o histórico do paciente. Não necessariamente, a ansiedade pode ser um problema patológico, ou seja, uma doença. “Até certo grau ela é positiva. Elas nos mantêm alertas, criando no nosso corpo um estado de vigília no qual ele fica preparado para reagir a agressões externas”, afirma Luciana.  O problema surge quando a ansiedade é excessiva, chegando a bloquear o raciocínio. Para Ana Carolina, o problema tornou-se uma doença quando começou a prejudicar seu dia a dia, tanto na rotina profissional quanto pessoal. “Eu não queria mais sair de casa e não prestava atenção no que fazia no trabalho”, conta. As sessões de terapia dependem do grau de ansiedade do paciente. Ana Carolina por exemplo, faz sessões de uma hora. “Eu acabo falando na maioria das vezes. A psicóloga não me diz o que fazer, ela me traz questões que me fazem ver o caminho”, diz. Ansiedade pode afetar crianças Não existe uma idade para a ansiedade aparecer. “É comum crianças apresentarem ansiedade, em menor ou maior grau”, comenta a psicóloga Luciana. Entretanto, o mal pode estar relacionado a episódios que tragam mudanças na vida das crianças ou durante situações extremas. “Geralmente, ela aparece na separação dos pais, mudança de escola, perda de um ente querido ou animal de estimação, mudança de cidade, tarefas e provas escolares”, acrescenta. É importante os pais prestarem atenção no comportamento da criança, pois ela pode apresentar perda de apetite, sono, medo do escuro, entre outros sintomas. A ansiedade pode aparecer em qualquer estágio da vida e ela pode ser um problema também para os familiares. “Tem gente que não deixa alguém da família fazer certa atividade ou não entra em um elevador, por medo”, explica a psicóloga. Os principais sintomas da ansiedade • Preocupação excessiva; • Dificuldade para dormir e manter um sono completo; • Medos irracionais; • Tensão muscular; • Problemas digestivos; • Dores na cabeça, falta de ar, batimentos cardíacos acelerados ou suor nas mãos; • Medo de falar em público; • Pânico; • Auto exigência, perfeccionismo; • Roer as unhas; • Balançar as pernas; • Falar muito rápido sem pausas.