Os alunos do ensino médio integral da Escola Homago (Holando Marcellino Gonçalves), na Ilha da Figueira, trabalharam durante todo o semestre no programa de revitalização de alguns espaços da escola.

A ideia partiu do corpo docente que, buscando inovação e educação diferenciada para seus alunos, por meio de uma parceria entre o Estado e o Instituto Ayrton Senna, passou a oferecer aula em período integral, além de matérias e projetos voltados para o desenvolvimento dos estudantes em questões pessoais e profissionais.

O ensino diferenciado recebe todas as matérias convencionais oferecidas no ensino médio e os projetos articuladores, que envolvem a pesquisa no primeiro semestre e o projeto de intervenção no segundo semestre.

A diretora da escola, Gilmara Hanemann Gorges, explica que ao longo do primeiro semestre os alunos realizam trabalhos de pesquisa a nível universitário.

Parte dos projetos da revitalização foram feitos a partir dessas pesquisas e outras foram pensadas de acordo com a necessidade de cada espaço. Além disso, o aluno é instruído a refletir sobre o que quer para o futuro, de que modo pretende alcançar seus objetivos, trabalha na valorização pessoal e interpessoal.

Já no segundo semestre, quando começa o projeto de intervenção, os professores trabalham a preocupação com o próximo e com o ambiente escolar.

“Eles são divididos em grupos e supervisionados pelos professores, então, escolhem um ambiente da escola para revitalizar e precisam ir atrás das doações e recursos para viabilizar essas reformas”, afirma.

Quatro espaços receberam nova pintura e desenhos nas paredes | Foto Eduardo Montecino/OCP

Valorização da escola

Nesse ano, cinco espaços foram reestruturados, entre eles estão a área de convivência dos alunos, biblioteca, horta, sala de dança e sala de artes. O trabalho foi realizado por aproximadamente 78 estudantes do ensino integral, tendo quatro aulas por semana disponibilizadas para realizar o trabalho.

Gilmara conta que o senso de responsabilidade dos alunos aumentou significativamente com o programa.

“As regras da escola que antes eram impostas, agora são criadas com eles e quando o aluno se sente parte no processo de aprendizagem, ele passa a valorizar mais a escola. Antes o professor ensinava e o aluno aprendia, mas hoje o professor instiga o conteúdo e o aluno busca aprender além do que foi passado”, conta a diretora.

Na noite de terça-feira (11), a escola organizou uma apresentação para mostrar aos pais dos alunos envolvidos o resultado desse trabalho e dedicação dos adolescentes.

 

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