Alegorias estão nos fundos da Passarela |  Foto: Antonio  Carlos Mafalda/ Mafalda Press

Alegorias estão nos fundos da Passarela | Foto: Antonio Carlos Mafalda/ Mafalda Press

Quando o Carnaval chega é só alegria. A movimentação de turistas nesta época do ano em busca de diversão e dos espetáculos proporcionados pelos desfiles das escolas de samba ativa o turismo e, por consequência, a economia de Florianópolis.

Mas quando ele vai embora, os problemas ficam à deriva. Foi o que aconteceu com as alegorias das escolas que estão há cinco meses abandonadas atrás da Passarela Nego Quirido. Um dos carros chegou a pegar fogo há algum tempo.

O local tem sido ocupado por moradores de rua e usuários de droga. Os carros artísticos que contaram histórias e levaram luz à passarela, agora parece mais um amontado de entulho.

Foto: Antonio Carlos Mafalda / Mafalda Press

Acontece que as escolas não têm dinheiro para guardar os materiais em galpões. Os R$ 300 mil repassados pela Prefeitura bancaram apenas o desfile. Como os carros não podiam ficar no meio da passarela em função de outros eventos, foram deixados de escanteio.

Segundo a Liesf, as escolas só não descartaram as alegorias porque é mais barato reformá-las do que comprar material novo. Os galpões onde elas eram guardadas quando havia verba suficiente custam, segundo a Liga, em torno de R$ 9 mil por mês.

"A arrecadação privada foi pouca, as escolas estão sendo despejadas dos galpões. Não é que agente não quer (resolver), mas (as escolas) não têm mais condições de pagar, a Prefeitura tem que nos ajudar a encontrar uma solução", disse o presidente da Liesf, Fábio Botelho.

A solução reivindicada pela Liga foi anunciada nesta semana e virá com a contratação de um serralheiro. Segundo a
Secretaria Municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, o profissional vai serrar os carros para que eles caibam embaixo das arquibancadas.

A alternativa para o embaraço das alegorias será no improviso, já que nas condições em que se encontram oferecem risco de incêndio e possível poluição do mar.

Foto: Antonio Carlos Mafalda / Mafalda Press

Foto: Antonio Carlos Mafalda / Mafalda Press

 

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