Cerca de 2.500 pessoas, segundo a organização, participaram dos atos de Greve Geral em Joinville, nesta sexta-feira (14). Trabalhadores e estudantes contrários à Reforma da Previdência e aos cortes do governo Federal levaram faixas e cartazes para mostrarem suas indagações com a gestão Bolsonaro.

“Estamos muito satisfeitos com a adesão da comunidade que já entendeu que o governo Federal está usando a Reforma da Previdência para ludibriar a população”, comentou Wanderlei Monteiro, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville.

Conforme o sindicalista, o governo alega que se a Reforma não passar, não haverá dinheiro para saúde, educação, habitação.

“Isso não vai resolver o problema do País. É preciso cobrar os impostos que não estão sendo pago pelos bancos, grandes empresas como exemplo a EP da Sheel, que dará R$ 1 trilhão de isenção de impostos para as petroleiro internacionais, e não mexer nos direitos dos trabalhadores”, completa monteiro.

No final da manhã, após várias falas, o grupo saiu em caminhada pelas principais ruas da cidade.  Até por volta das 12h30 não houve nenhum incidente.

Conforme a organização do manifesto, apenas atos pontuais de estudantes podem ocorrer à tarde.

 

Paralisação dos servidores municipais

A Prefeitura de Joinville informou que 1.605 servidores aderiram à paralisação. Já a direção do Simsej (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região) diz que este número foi de 2 mil pessoas.

As faltas comprometeram parcialmente as atividades da Secretaria Municipal de Educação e Saúde.

Além de aderirem à mobilização nacional, os servidores da Prefeitura de Joinville aproveitara a data para fazer assembleia e avaliar as propostas de melhoria salarial ofertadas pelo governo Udo Döhler.

A prefeitura está ofertando reajuste de 5,07%, dividido em três parcelas e 6% de aumento no vale-alimentação. O pedido inicial do sindicato foi de 5% de ganho real, mais a inflação.