Criciúma já definiu as estratégias para vacinação da população contra a Covid-19 e os detalhes foram passados por meio de live, apresentada pelo prefeito Clésio Salvaro, na tarde desta terça-feira (15), diretamente do Salão Ouro Negro da prefeitura.

Com licitação em andamento para aquisição de câmaras frias para armazenamento das doses e logística traçada para imunizar os moradores de acordo com faixa etária e grupos de risco, o Município se antecipou ao plano nacional de vacinação e aguarda a definição do Governo Federal, mas se antecipa também para garantir a imunização independente da estratégia do país.

Participaram também da live o coordenador do Centro de Reabilitação Pós Covid, Luiz Fontana; a coordenadora do Laboratório Municipal de Criciúma, Andréa Goulart de Oliveira e a fisioterapeuta do Centro de Reabilitação, Cristiane Botelho Schmitz.

Obrigatoriedade e politização

Salvaro falou ainda sobre a politização da vacina e a questão da obrigatoriedade.

“Temos o discernimento, o conhecimento, de que a responsabilidade de vacinar a população é do Governo Federal. Nós não vamos entrar nessa briga ideológica. Essa briga desnecessária, desumana e que não salva vidas. Nós queremos é salvar a vida das pessoas. Essa briga não interessa nenhum brasileiro de bom senso, nem daqueles da extrema direita, nem daquelas da extrema esquerda. Não importa qual a vacina, se ela tem eficácia queremos que as pessoas sejam vacinadas. Nós entendemos que a responsabilidade é do Governo Federal, mas se essa briga continuar, se as pessoas continuarem morrendo e nós tivermos um laboratório comprovadamente aprovado, o Governo de Criciúma irá disponibilizar a vacina à população. Nós não vamos ficar de braços cruzados vendo dois brigando para saber qual a vacina que será aplicada. O que interessa para a população é que ela seja imunizada. Que a prioridade não seja a eleição de 2022, mas a vida das pessoas”, exclamou.

Segundo ele, muitas pessoas perguntam sobre a questão da obrigatoriedade ou não e que isso é uma questão de conscientização.

“Muitos perguntam: ela será obrigatória? Na campanha foi utilizado muito isso, mas graças a Deus a eleição acabou. Ela é obrigatória, é facultativa? Olha, todos os leitos de UTI estão ocupados. A vacina é para que você não pegue. Se você pegou o coronavírus, está lá entubado, com um cano na boca entrando lá no teu pulmão, a vacina não vai resolver o seu caso. A questão da obrigatoriedade ou não vai da consciência das pessoas. Você pode até não usar o cinto de segurança, que diz respeito também a sua vida, mas ele é obrigatório. Então se você pertence ao grupo de risco, hipertenso, diabético, obeso, com idade avançada, renal crônico, enfim, essas são as pessoas prioritárias, assim como os que trabalham na saúde, que estão à frente, atendendo a população”, explicou.

Recursos

Salvaro afirmou que há R$ 10 milhões em um fundo chamado de "Fundo Soberano" e que pode-se chegar a R$ 20 milhões para atender toda a população. Os insumos deverão ser adquiridos por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde Cis-Amrec.

Câmaras frias

De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Acélio Casagrande, estão sendo adquiridas 40 câmaras frias especiais, incluindo uma com temperatura que chega a 70 graus negativos.

Vacinas

No Brasil atualmente existem três vacinas sendo analisadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Duas do Reino Unido e uma da China. Ambas possuem mais de 90% de eficácia.

 

 

 

 

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