Quem transita por Florianópolis sabe. A qualquer hora do dia, em qualquer ponto, uma fila pode estar a sua espera. Numa cidade cercada por mar, dunas, morros e vias estreitas, e ainda inflada por quase um automóvel por pessoa, os congestionamentos são frequentes.

Não raro pessoas perdem compromissos por chegarem atrasadas. Quando se sai de casa fica-se torcendo para que nenhum acidente aconteça pelo caminho. Qualquer batidinha ou carro enguiçado, pronto! Já se formou uma fila. Por isso o OCP aponta cinco gargalos no trânsito da Capital e indica caminhos que possam tentar ajudar no seu dia a dia. E evitar o mau humor ao longo dia dia. Confira:

1 – Trânsito nas pontes

Acesso à Ponte Pedro Ivo é sempre complicado pela manhã | Foto Ewaldo Willerding/OCPNews

O acesso à Ilha de Santa Catarina ou a travessia para o Continente são engarrafamentos clássicos. Pela manhã, as filas na Via Expressa ocupam os quase cinco quilômetros da via que liga os bairros do continente e as cidades vizinhas à Ilha. Não é à toa que os manezinhos a chamam de “Via Estressa”. No final da tarde, a fila muda de lado e preenche boa parte das avenidas Gustavo Richard e Beira Mar Norte.

Alternativas – Não tem muito o que fazer, afinal as pontes são as únicas ligações entre a Ilha e o Continente. Uma saída é evitar os horários de pico (começo da manhã e final de tarde). Nos horários intermediários – e, claro, à noite – o trânsito costuma ser tranquilo.

2 – Beira Mar Norte – sentido centro

Beira Mar Norte, sentido centro, sempre tem longas filas | Foto Ewaldo Willerding/OCPNews

Há um gargalo frenquente entre o elevado do CIC e a esquina com a Avenida Mauro Ramos. Quatro sinaleiras (Koxixos, Praça Seixas Neto, Praça Celso Ramos e Magestic) travam o fluxo de veículos. Tanto que a Guarda Municipal criou a “Onda Azul”. Os agentes substituem os semáforos, trancam os acessos à Beira Mar e fazem o trânsito fluir. Quando acontece isto, não forma fila. Mas basta um acidente para tudo ir por água abaixo.

Alternativa – Para quem vai para o centro, as ruas Delminda Silveira e Rui Barbosa (uma é continuação da outra) são oções. Há um congestionamento constante na altura da penitenciária que as autoridades de trânsito pretendem mexer a partir desta sexta-feira (29) à noite para ver se destrava. Mas passou o acesso ao Morro do Horário a pista fica livre e em poucos minutos se chega na Avenida Mauro Ramos.

3 – Beira Mar Norte – sentido bairros

Trânsito próximo ao elevado do CIC | Foto GMF/Divulgação

Nos finais de tarde é certo: fila no elevado do CIC. O grande fluxo de veículos em direção aos bairros acaba formando congestionamento que muitas vezes ocupam quase toda a via. A Guarda Municipal se coloca bem no acesso ao viaduto e evita os fura-filas, com isso, ao menos, o trânsito flui um pouco melhor.

Alternativa – Para quem segue em direção à UFSC, Santa Mônica, Córrego Grande e Lagoa uma alternativa é pegar a via da esquerda e seguir reto. A Avenida Madre Benvenuta, apesar de também formar fila, tem um fluxo melhor. Pelo Córrego, não Rua João Pio Duarte, o trânsito complica no início, próximo à UFSC, mas depois vai.

4 – SC 401

Filas na região do João Paulo, na SC-401, são constantes | Foto Ewaldo Willerding/OCPNews

A rodovia estadual de maior movimento em SC liga duas regiões mais habitadas da Capital: o Norte da Ilha e o Centro. As filas são constantes – e muitas vezes em horários inesperados. Quem vem para o centro enfrenta, do trevo de Jurerê em diante, uma missa. A velocidade média não chega a 30 km/h. O inicio das obras de melhorias da rodovia complicam ainda mais a vida dos motoristas.

No sentido bairros, a complicação é maior nos finais de tarde. A região do João Paulo é a pior, pois os veículos diminuem a velocidade para subir o morro que leva ao Bairro do Monte Verde. A chamada “curva da morte” faz com que todos tirem o pé do acelerador e aí a fila está formada. Na região próxima ao pedágio também. A passagem sob a estrutura obriga a redução de velocidade a formação e filas são inevitáveis.

Obras complicam trânsito na SC 401 | Foto Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Alternativas – Assim como nas pontes, não tem muito o que se fazer uma vez que a SC 401 é a principal ligação entre o Norte e o Centro. Uma opção é ir por Ingleses, Rio Vermelho, Barra da Lagoa, Praia Mole e Lagoa – mas o trajeto aumenta tanto que nem vale a pena. A saída, como nas pontes, é buscar horários alternativos.

5 – Sul da Ilha

Região da Ressacada ficou com trânsito ainda mais complicado | Foto Ewaldo Willerding/OCPNews

A construção do acesso ao novo aeroporto e, por consequência, ao Sul da Ilha, parecia ser a solução para o grave problema de trânsito entre esta região e o Centro da cidade. Parecia. Mas apenas transferiu o problema. Se antes o drama era a SC 405, que liga o Rio Tavares ao Campeche, agora o problema está neste novo acesso que passa pela Ressacada. A rodovia estadual não tem mais os constantes congestionamentos, mas o acesso ao novo aeroporto virou uma fila só.

Alternativa – Muitas pessoas que passaram a usar o novo acesso podem voltar a usar a SC 405. Apesar de aumentar o percurso, o fluxo mais aliviado na rodovia estadual faz ganhar tempo. Mas, é claro, tem sempre que torcer para não pegar um acidente pela frente. Porque senão, como diz o manezinho, “é bucha”.

No mais, é respirar fundo e boa sorte!

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