Durante o mês de julho, 25 pessoas vão ilustrar  a campanha “Temos 25 motivos para sorrir”, que o Grupo Breithaupt está desenvolvendo em parceria com a Rede OCP News e a 105 FM. O objetivo da série é contar as histórias de pessoas que compartilham o mesmo dia de aniversário com Jaraguá do Sul: 25 de julho. Confira!

O rio. A natureza. E o rio mais uma vez. Das histórias de aventura que lia ainda quando criança, Marcos Zanghelini encontrou inspiração para construir a sua própria história em Jaraguá do Sul, que em qualquer lugar do mundo sempre o leva de volta a ele, ao rio, onde tudo começou.

Nascido e “enraizado” em Jaraguá do Sul, como ele mesmo conta, Marcos Zanghelini, 54 anos, cresceu no bairro Nereu Ramos. Na época, a região onde cresceu, bem no centro do bairro em frente à estação ferroviária, era menor, com campinhos de futebol onde jogou bola com os amigos e pode desfrutar de uma infância mais livre.

Mas a vida de Marcos era mesmo o rio. “Desde que eu tinha meus dez anos lá em Nereu que eu ia para o rio, descia de boia de Corupá, escondido dos pais, fazia jangada, de bananeira, de taquara, vivia em função de ir para o rio”, lembra Marcos.

Além de ver os próprios colegas, Zanga, como é mais conhecido, costumava ler livros de aventura, como a dos navegadores do famoso Rio Mississipi, nos Estados Unidos, que com suas jangadas desbravam aquelas águas.

“Eu inventava as minhas jangadas até que um dia eu comprei um caiaque, foi o primeiro”, relembra animado. Marcos tinha 29 anos quando pode realizar o sonho de conseguir seu próprio equipamento.Demorou, ele diz, mas desde então “nunca parou mais”.

De fato, a brincadeira no rio que começou como uma fantasia, acabou se tornando uma realidade e parte fundamental da vida de Marcos.

Para o mundo das competições

Naquele ano, em 20 de maio de 1993, Zanghelini competiu pela primeira vez numa prova de canoagem, no Rio Humboldt, na divisa entre São Bento do Sul e Corupá.

Desde então, ele coleciona 13 títulos de campeão brasileiro e já foi convocado para participar de quatro provas mundiais: Na Itália, França e Suíça por duas ocasiões. Marcos também exibe com orgulho e muito amor na garagem de casa, no bairro Nova Brasília, cerca de 500 premiações, entre troféus e medalhas.

“E isso que são poucas provas por ano, não é como corrida de bike ou de rua que tem todo fim de semana”, salienta. Neste ano, por exemplo, serão apenas três competições no país, diz Marcos, que também é diretor da Confederação Brasileira de Canoagem. Dos campeonatos brasileiros, Marcos já passou por todos, em estados como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e, claro, Santa Catarina.

Em Jaraguá do Sul, Marcos também foi presidente do Clube de Canoagem Kentucky. Em sua gestão foi construída a atual sede do clube e também foram iniciadas as atividades de limpeza dos rios, que acontecem várias vezes ao ano, há 23 anos | Foto Eduardo Montecino OCP

Mas a prova mais difícil ele conta que aconteceu na Itália, há cinco anos. A primeira dificuldade já começou na viagem. Pelo tamanho do caiaque, não é possível levá-lo de avião.

Chegando no país, foi preciso então correr atrás de um equipamento, torcendo para que alguém tenha para vender, emprestar ou alugar. Mas sem tempo, Marcos não conseguiu fazer o reconhecimento do rio, tão importante em provas que desafiam a natureza.

“Na hora da prova alguém tinha dito que tinha um refluxo muito grande que se caísse dentro era problema, me disseram mais ou menos onde era. Eu nunca desci um rio sem olhá-lo, e lá eu desci com medo”, relata Marcos, que também sofreu com a água gelada.

Amor pela natureza e pela cidade

Para Marcos, a canoagem lhe oferece o contato com a natureza, um privilégio herdado dos tempos da infância que faz questão de manter até hoje.

“Não tem coisa melhor para mim do que pegar um dia desses de inverno, com sol, pegar meu caiaque, até Corupá e descer sem hora, se eu quiser remar forte eu remo, se eu quiser vir curtindo a natureza devagar eu venho, sem compromisso, descer realmente curtindo o que eu gosto que é essa paisagem, essa região aqui”, descreve.

O amor pela natureza também foi transmitido aos filhos, David, de 33 anos, e Daniel, de 31 anos, que assim como o pai puderam viver boa parte da infância mantendo esse contato, no sítio da família - com direito à casa na árvore, guerra de lama e se balançar no cipó.

David vive em Jaraguá do Sul e viaja com frequência, enquanto Daniel mora em Fortaleza. Mas segundo o pai, os dois adoram viver em Jaraguá do Sul, e Daniel sempre quando pode volta para a cidade.

Esse amor de Marcos por Jaraguá do Sul, que há muito decidiu permanecer na cidade e aqui construir uma carreira de sucesso também no trabalho e criar a família, é outro legado passado para os filhos.

“Jaraguá dá todas as condições para você ser feliz, basta querer, trabalhar sério, que a cidade proporciona”, ele declara.

Tendo conhecido outras realidades do país, pelas competições que participa, Marcos consegue perceber a qualidade de vida da cidade, na qual muitos gostariam de viver, diz ele.

Assim como não pensa em deixar a cidade, colocar os remos de lado também não faz parte dos planos de Marcos. “Não vou desistir tão cedo. Vou continuar enquanto puder remar, nem que for só para descer de Corupá até Jaraguá, para curtir essa paisagem”, declara.

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