De férias em Jaraguá do Sul após defender a seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia, o lateral esquerdo Filipe Luís concedeu sua primeira entrevista coletiva depois da eliminação da equipe comandada por Tite no torneio.

Sem esconder a dor que ainda sente pela derrota para a Bélgica há pouco mais de duas semanas, o jogador do Atlético de Madrid-ESP encarou os microfones e falou com a imprensa local e estadual na manhã desta terça-feira (24), na Sociedade Cultura Artística (Scar).

Após receber homenagens do prefeito Antídio Aleixo Lunelli e da presidente da Fesporte, Natália Lúcia Petry, o jaraguaense não poderia ter começado a entrevista falando de outro assunto a não ser a Copa do Mundo.

Jogador da seleção brasileira recebendo homenagem da presidente da Fesporte, Natália Lúcia Petry (D) | Foto Lucas Pavin/Agência Avante!

A competição, aliás, foi o principal tema exposto na coletiva. Estreante em Mundial, o atleta chegou a Rússia para ser reserva, mas com uma lesão na coluna sofrida pelo titular Marcelo, ele assumiu a posição e teve boas atuações contra Sérvia, na última rodada da primeira fase, e México, nas oitavas de final.

Mas aquilo que se desenhava como um sonho virou uma das maiores tristezas em sua carreira. Já de volta ao banco nas quartas de final, Filipe viu o Brasil cair para os belgas com a derrota por 2 a 1, algo que ainda está muito vivo na memória do jogador.

“A sensação de jogar a Copa é única, mas não consegui desfrutá-la, porque queria muito ganhar. É uma tristeza muito grande e tenho pesadelos até hoje. Ainda não superei a dor. Trabalhei a vida inteira para esse momento e ter o sonho interrompido dói muito”, disse.

Evitando buscar explicações, o lateral preferiu destacar as dificuldades de uma Copa do Mundo. “É uma competição muito complicada e é difícil analisar um erro. Nem sempre o melhor vence e foi o que aconteceu”, declarou.

Mas se tem um lado positivo na eliminação é a determinação do jaraguaense em reverter a história futuramente.

Mesmo prestes a completar 32 anos, ele não confirmou sua despedida da seleção e pretende batalhar por um lugar na Copa América de 2019 e no Mundial do Catar de 2022, quando estará com 35 anos.

“Naturalmente, a seleção tem que se renovar, mas, por outro lado, nunca vou falar não para seleção. Ela vai ter que fazer isso. Tive oportunidade de ser nove anos convocado. É uma história bonita que tenho pelo país e vou deixar a porta aberta. Catar está muito longe, mas impossível não é”, destacou.

Retorno à Espanha

Filipe Luís terá mais alguns dias para curtir a família e amigos em Jaraguá do Sul. Ele chegou na última sexta-feira (20) e permanece na cidade até o próximo sábado (28), quando embarca para Madrid.

Ele se reintegra ao grupo do Atlético oficialmente no dia 30, de olho nos compromissos da temporada.

E como não poderia ser diferente, ele citou uma competição como principal objetivo do clube colchonero: a Liga dos Campeões.

Depois de bater na trave nas temporadas 2013/2014 e 2015/2016 ao perder a final para o rival Real Madrid, o jaraguaense vê um Atlético pronto para conquistar o tão sonhado título europeu.

“Temos uma temporada que nos dá esperanças, porque conseguimos manter nossas grandes estrelas e melhores jogadores. O clube ainda se reforçou, está cada vez melhor e nosso estádio vai receber a final da Champions. É uma competição muito complicada, mas sem dúvida é um grande objetivo e não temos mais desculpas para dar”, finalizou.

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