Em entrevista exclusiva ao jornal paraguaio “ABC Color” nesta segunda-feira (27), Ronaldinho Gaúcho falou pela primeira vez sobre a sua detenção por uso de passaporte falso no Paraguai.

Cumprindo prisão domiciliar junto com o irmão Assis em um hotel em Assunção, o ex-jogador relatou como foram os 32 dias detidos na Agrupación Especializada, quartel da Polícia Nacional do país.

“Foi um duro golpe. Nunca imaginei que passaria por uma situação dessas. Durante toda a minha vida, busquei atingir o mais alto nível profissional e trazer alegria às pessoas com o meu futebol”, disse.

Ronaldinho foi a capital paraguaia para dois eventos e disse ter ficado surpreso pelos problemas com a documentação.

“Ficamos totalmente surpreendidos ao saber que os documentos não eram legais. Desde que isso aconteceu, nossa intenção foi colaborar com a Justiça para esclarecer isso. Até hoje, explicamos tudo e facilitamos tudo o que a Justiça nos solicitou”, comentou.

Ronaldinho deixou a prisão no dia 8 de abril | Foto Norberto Duarte/AFP

No pouco mais de um mês, o craque interagiu com outros presos, distribuiu autógrafos, gravou vídeos e até participou de um campeonato interno de futebol.

“Todas as pessoas me receberam com bondade. Jogar futebol, dar autógrafos, estar em fotos, tudo isso faz parte da minha vida, não tenho motivos para parar de fazê-lo, muito mais com pessoas que estão passando por um momento difícil como eu estava”, finalizou.

 

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