Representantes dos principais clubes do Brasil se reuniram em um hotel em São Paulo nesta terça-feira (3) e assinaram um documento que prevê a formação de uma nova liga de clubes no Brasil.

Batizada de Libra, a liga deu seu primeiro passo com seis clubes da Série A (Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo e Red Bull Bragantino) e dois da Série B (Cruzeiro e Ponte Preta).

Muitos clubes ainda não assinaram o documento por dependerem da aprovação de seus conselhos.

A iniciativa teve aceitação de todos os presidentes, com exceção de Mario Celso Petraglia, do Athletico-PR, que criticou os chamados "clubes de massa".

"Fomos surpreendidos com a pauta da reunião, pontos que não concordamos. São poucos, facilmente chegaremos lá. Mas houve inversão de objetivos, não se discutiu nada. Vieram com estatutos prontos, onde os seis assinariam e quem quisesse assinar ficasse à vontade. Nem estudei o estatuto (risos). Nós recebemos uma proposta com itens de divisão de valores, Série A, Série B, pesos. Série B nem foi convidada. A vaidade dos clubes com grandes torcidas é imensa. Eles querem ser donos do futebol brasileiro", disparou Petraglia.

A principal divergência é referente à divisão dos recursos com os contratos de TV. A proposta da Codajas, formada pelos clubes paulistas mais o Flamengo, era de divisão com 40% dos valores fixos, 30% variável por performance esportiva e 30% por audiência.

Já o grupo do Forte Futebol (composto por América-MG, Atlético-GO, Athletico, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fortaleza, Goiás e Juventude) prefere que a divisão seja 50-25-25.

Uma nova reunião, com a participação dos 40 clubes que estão nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro foi marcada para a semana que vem, na sede da CBF, no Rio de Janeiro.