Um homem, com uma mochila carregada de suprimentos e equipamentos, e muita coragem para encarar desafios quase inimagináveis.

É isso que o paranaense radicado em Jaraguá do Sul, Hélio Fenrich, tem feito há mais de dez anos. O objetivo? Completar o projeto ‘Sete Cumes’, que envolve a subida aos picos mais altos do mundo.

Desde 2015, quatro já foram cumpridos com êxito: o Denali, no Alasca, Kilimanjaro, na África, Elbrus, na Rússia, e o Aconcágua, na Argentina.

Jaraguaense no topo do Monte Denali | Foto: Arquivo pessoal

Agora, ele se prepara para escalar a montanha mais desafiadora de todas, o Everest, na Cordilheira do Himalaia, com quase nove mil metros de altitude.

A intenção é realizar a expedição entre abril e maio de 2022. Serão sete meses de preparação, com treinos intensificados para o fortalecimento muscular, feitos principalmente em montanhas da região do Vale do Itapocu.

No cronograma, também estão previstas duas subidas como guia ao Aconcágua em janeiro, monte que já conhece bem por ter completado duas vezes, além de montanhas acima de 6.000m na Bolívia, em março, pouco antes do embarque para Ásia.

“Para mim escalar o Everest é um desafio a ser conquistado, é a parte da realização do sonho de um projeto que visa escalar as montanhas mais altas de cada continente. O Everest é um projeto que requer muito planejamento, disciplina, determinação e coragem de encarar os grandes desafios que virão na montanha, e por todos esses motivos que me movem a encarar esse grande objetivo”, destaca Hélio.

Monte Everest | Foto: Divulgação

Depois do Everest, restarão apenas o Carstensz, na Oceania, e Vinson, na Antártida, para o jaraguaense se tornar o único brasileiro a fechar o projeto ‘Sete Cumes’ sozinho e sem o auxílio de oxigênio.

“Gostaria muito de fechar o projeto em 2023”, completa.

Busca por apoio

Para alcançar tamanho feito, Hélio Fenrich precisa de apoio financeiro, uma vez que o orçamento para conclusão do Everest é de 35 mil dólares.

O valor inclui a taxa cobrada pelo governo chinês só para obter a permissão de escalada (US$ 11 mil), hospedagem, passagem, alimentação, compra e logística do equipamento cinematográfico.

Esses aparatos serão utilizados em um documentário que será gravado durante a expedição, que deve durar dois meses. Do projeto, ainda deve sair um livro contando cada passo do desafio.

As cotas de patrocínio custam 10 mil dólares. A empresa que adquirir terá sua marca estampada nas roupas, equipamentos, site e documentário do projeto.

Para quem quiser ajudar o alpinista no desafio, basta entrar em contato pelo telefone (47) 99651-3377.

Cunho social

A escalada a montanha mais alta do mundo não é o único objetivo de Hélio Fenrich no continente asiático.

O alpinista tem o objetivo de levar algumas placas de energia solar como doação para algumas escolas do Nepal, local onde fica o Everest e que sofre com a pobreza e falta de infraestrutura.

O jaraguaense também busca apoiadores para essa ação social.