A brasileira jogadora de futebol Marta, eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo e maior artilheira da história das Copas do Mundo (masculina e feminina) vai jogar as Olimpíadas de Tóquio sem patrocínio. A decisão é em protesto à desigualdade dos valores investidos no futebol feminino e masculino.

Ela até recebeu propostas de patrocinadores, porém recusou todas, pois os valores não condizem com o valor que ela acredita ser condizente com sua carreira e legado no futebol.

"Não é só pelo dinheiro em si. É toda uma história. Mas, muitas vezes, os contratantes da patrocinadora não enxergam por esse lado. É um conjunto de coisas para a minha decisão. E posso ver que, por outro lado, isso ajudou outras atletas", disse em entrevista ao Globo Esporte recentemente.

Nas fotos oficiais das Olimpíadas, a jogadora tampou o símbolo da Nike, empresa patrocinadora oficial da seleção brasileira, com o cabelo e deixou seu recado: Não quero receber o mesmo que Messi ou Neymar, mas o justo por ser Marta.

Foto: Reprodução/CBF.

Desde julho de 2018, um ano antes da Copa do Mundo feminina, Marta vem utilizando uma chuteira preta, sem patrocínios e com o símbolo "Go Equal" que prega a equidade de gênero.

Foto: Reprodução.

Copa de 2019

Após a eliminação para a França nas oitavas de final da Copa do Mundo feminina, Marta deu um discurso que teve muita repercussão nas redes sociais.

"É um momento especial e a gente tem que aproveitar. Digo isso no sentido de valorizar mais. Valorize! A gente pede tanto, pede apoio, mas a gente também precisa valorizar. A gente está sorrindo aqui e acho que é esse o primordial, ter que chorar no começo para sorrir no fim. Quando digo isso é querer mais, treinar mais, estar pronta para jogar 90 e mais 30 minutos e mais quantos minutos forem necessários. É isso que peço para as meninas. Não vai ter uma Formiga para sempre, uma Marta, uma Cristiane. O futebol feminino depende de vocês para sobreviver. Pensem nisso, valorizem mais. Chorem no começo para sorrir no fim" afirmou Marta, emocionada.

Os comentários variavam entre críticas e apoio ao discurso da atleta que pede por valorização ao futebol feminino.