A Justiça determinou nesta sexta-feira (9) a revogação da prisão preventiva de Alexandre Mendes, auxiliar técnico do Grêmio. A decisão foi proferida pelo juízo de Esteio, após manifestação favorável do Ministério Público. Segundo a defesa ao portal ge, o profissional deve deixar a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), na Região Metropolitana de Porto Alegre, nas próximas horas.
Mendes estava preso desde quinta-feira (8), após ser acusado de descumprir uma medida protetiva concedida à ex-companheira. A suspeita está relacionada à presença dos dois na Expointer, tradicional feira agropecuária realizada em Esteio entre 29 de agosto e 6 de setembro.
Em nota divulgada nas redes sociais, os advogados Andrei Zenkner Schmidt, Bruna Aspar Lima e Tapir Rocha Neto confirmaram a decisão judicial e destacaram que a revogação da prisão acompanhou o parecer do Ministério Público.
“A defesa de Alexandre Pereira Mendes informa que, na data de hoje, foi proferida decisão pelo juízo de Esteio, acompanhando parecer do Ministério Público, revogando a prisão preventiva anteriormente decretada”, informou o comunicado.
Desde a prisão, a defesa sustenta que o auxiliar técnico não violou a determinação judicial. Segundo os advogados, embora Mendes e a ex-companheira tenham comparecido à Expointer, não houve contato físico ou eletrônico entre eles, tampouco aproximação inferior a 250 metros, distância prevista na medida protetiva.
Em outro trecho da nota, os defensores classificaram a acusação como falsa e ressaltaram que a feira é um espaço público frequentado por milhares de pessoas.
A defesa também informou ter solicitado a quebra do sigilo telefônico dos dois envolvidos para obter registros de localização das antenas de telefonia, conhecidas como ERBs. A intenção, segundo os advogados, é demonstrar os dias e horários em que cada um esteve no parque de exposições.
Com a revogação da prisão preventiva, Mendes poderá responder às questões judiciais em liberdade, sem prejuízo do andamento dos procedimentos em curso.
Entenda o caso
O caso envolvendo Alexandre Mendes e a ex-companheira teve início em 2024, quando foi aberto um processo no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Foro Central da Comarca de Porto Alegre. Na ocasião, a mulher relatou que o relacionamento havia terminado cerca de 15 dias antes.
Em setembro daquele ano, um inquérito conduzido pela 2ª Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) foi concluído sem o indiciamento do auxiliar técnico. O boletim de ocorrência registrado pela mulher incluía relatos de supostas agressões físicas.
Segundo a delegada Fernanda Campos Hablich, não foram encontrados elementos suficientes para fundamentar o indiciamento. Após a conclusão do inquérito, as medidas protetivas que estavam em vigor naquele momento foram arquivadas.
Posteriormente, o Ministério Público avaliou que havia elementos para apresentar uma denúncia por violência psicológica. A acusação foi aceita pela Justiça em setembro de 2025, e o processo segue em andamento, sem sentença até o momento.
Uma nova medida protetiva em favor da ex-companheira foi concedida em 5 de março de 2026. Foi o suposto descumprimento dessa determinação que motivou a prisão preventiva do auxiliar técnico nesta semana.
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