O retorno à zona de playoffs após a derrota do Botafogo na noite de terça-feira (27) não foi suficiente para empurrar a equipe de George Salles rumo a vitória. Antes mesmo de a bola laranja subir, o Joinville estava dentro da zona de classificação graças ao revés do alvinegro carioca, mas quando a bola voou, a história foi diferente. Nem o retorno de Vezarinho e Johnson que desfalcaram a equipe nas últimas partidas – Vezarinho passou por cirurgia no menisco e Johnson sofreu uma torção – foi suficiente para garantir o triunfo em casa, sendo derrotado por 52 a 68 pela equipe do Vitória.

O time baiano se mostrou atento na defesa e Arthur provou que a mão estava calibrada. Cestinha da partida, o ala-armador teve um aproveitamento de mais de 53% nos arremessos de quadra e 75% nos lances livres. Ele foi responsável por 16 dos 68 pontos anotados pela equipe baiana. O americano Shaw tratou de recuperar as bolas para a equipe visitante, foram 13 rebotes para o ala-pivô. Já do lado joinvilense, mais uma vez, o americano Stocks – que concorre a uma vaga no Jogo das Estrelas – liderou todas as estatísticas. Foi do armador os melhores números em pontuação, rebotes e assistências: 12 pontos, 7 rebotes e 4 assistências.

O aproveitamento do ataque joinvilense pode ser destaque negativo da noite desta quarta-feira. Embora a defesa do Vitória tenha sido eficiente, a falta de efetividade custou caro aos joinvilenses. Foram menos de 19% de aproveitamento nas bolas de três pontos, das 32 tentativas, apenas 6 foram convertidas. A história não foi muito diferente nos arremessos de dois pontos, pouco mais de 43% de aproveitamento. E é justamente esta pouca efetividade do ataque que, para o pivô Jerônimo, foi responsável pela derrota. “O que faltou pra gente foi a questão do ataque, o nosso aproveitamento estava muito abaixo do normal porque a defesa mantivemos bem, mantivemos eles abaixo dos 70. Mas, se não pontua, paga caro, ainda mais contra uma equipe como o Vitória”, avalia.

O Joinville retorna à quadra nesta sexta-feira (2) e recebe o Basquete Cearense, comandado pelo técnico Alberto Bial, velho conhecido da torcida joinvilense. Os adversários, inclusive, estavam de olho na partida da equipe nesta noite e, para o pivô, estudar o adversário e manter a defesa forte são fatores fundamentais para alcançar o resultado positivo. “Vamos estudar e o George vai passar as instruções do que ele quer, mas eu vejo que o mais importante de tudo é manter a defesa forte e melhorar nosso aproveitamento, atacando mais tranquilos, mais conscientes e finalizando com mais calma”, destaca.

Fazendo boas partidas nos últimos duelos joinvilenses, o pivô de 2,08 metros foi responsável por 9 dos 52 pontos da equipe na noite desta quarta. Para ele, a evolução é resultado da confiança transmitida pelo time que tem como objetivo arrancar uma vaga nos playoffs. Para isso, Jerônimo ressalta que o grupo encara cada jogo como uma final e o próximo jogo, mais uma vez diante da torcida pode dar mais tranquilidade nesta busca. “A gente vem falando que cada jogo é como uma final e temos que aproveitar que estamos jogando em casa, com o apoio da torcida para sair com uma vitória. A gente sabe da importância desses jogos que temos pela frente e vamos fazer de tudo e brigar para estar nos playoffs”, finaliza.

O próximo compromisso do Joinville é nesta sexta-feira (2), quando encara o Basquete Cearense, às 20h, no Centreventos Cau Hansen.

*Reportagem de Adrieli Evarini