Os jogadores do Figueirense paralisaram a greve que resultou no WO em Cuiabá na terça-feira (20) e decidiram entrar em campo neste sábado (24) para enfrentar o CRB, pela 18ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

A trégua foi dada nesta sexta-feira (23), quando após o anúncio de pagamento de parte dos salários atrasados dos funcionários do clube e de atletas da base, o grupo profissional decidiu treinar normalmente no estádio Orlando Scarpelli. Mesmo assim os jogadores não se concentraram e se apresentam ao técnico Vinicius Eutrópio na manhã deste sábado.

Nesta semana, o clube viveu o pior momento de sua história quase centenária. Revoltados com os constantes atrasos de salários, os jogadores se recusaram a treinar e não entraram em campo para enfrentar o Cuiabá, na terça-feira (20), pela 17ª rodada da Série B.

Jogadores do Figueirense não entraram em campo na Arena Pantanal | Foto Kadu Reis/Especial OCP

A medida fez com que o Figueirense fosse declarado derrotado por 3x0. Além disso, será julgado pelo STJD e em caso de novo WO corre o risco de ser automaticamente rebaixado para a Série C.

Justiça bloqueia bens

A Justiça do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC) concedeu a liminar pedida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-SC) e determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis de três empresas e cinco dirigentes ligados ao Figueirense.

O objetivo da decisão da juíza Danielle Bertachini, da 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis, é garantir o valor de R$ 9,6 milhões para pagar os salários atrasados de jogadores e funcionários do clube catarinense referentes a 2019.

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