Esta terça-feira (26) foi conturbada no Jaraguá Futsal. Convivendo com o atraso de salários desde o início da temporada, o elenco aurinegro chegou ao limite e sentou com os membros da diretoria para uma reunião, na manhã de ontem, buscando uma solução para o fim dos problemas. Passadas cerca de seis horas de negociações no vestiário da Arena, a alta cúpula aceitou uma das propostas feitas pelos atletas e comissão técnica, passando a vaga da Liga Nacional aos próprios jogadores, mediante o pagamento de R$ 300 mil de dividas da Associação Desportiva Jaraguá (ADJ), divididas em duas parcelas que devem ser pagas em 60 dias. Além disso, o grupo assumiu a responsabilidade dos R$ 350 mil de salários atrasados, no qual irão buscar novos apoiadores para sanar este valor e tocar o projeto até o fim da temporada.

A medida foi tomada, principalmente depois do presidente Gerson Postai anunciar que o grupo El Shaddai, com sede na Bahia, que tinha acordo verbal há cerca de um mês e viria a ser o novo patrocinador máster, desistiu de investir no clube. “O passo importante que foi dado é que foi unanime a aceitação dos atletas em assumir o risco, já que estamos sofrendo com esta situação há sete meses. Então nada melhor que nós mesmos tomar as rédeas e ir atrás de patrocínios. Viabilizando os R$ 300 mil, a diretoria da ADJ sai. Não era um desejo meu, mas pelas circunstancias e por ser o atleta mais experiente vou ser a pessoa que lutará muito para que Jaraguá do Sul permaneça com a sua vaga na Liga Nacional”, disse o porta-voz da equipe, Franklin.

Momentos antes desta decisão final, diretoria e elenco chegaram a divulgar o encerramento das atividades, com os atletas prometendo ir à justiça para receber as pendências financeiras. Mas logo depois, houve uma reviravolta e o projeto segue até dezembro, mesmo com os dirigentes não tendo seu afastamento oficializado. Para isto, o goleiro Franklin fez um apelo ao povo jaraguaense. “Não sou ninguém para ficar criticando a diretoria, mas sou alguém que pode ser usado para tudo isso funcionar, mesmo aparentando que é o fim. Eu só peço que a cidade abrace a equipe, porque temos jogadores passando dificuldades. Espero que todos entendam isso e a empresa que tiver condição, seja o valor que for, pode entrar em contato que vou até ela para conversar. Então peço para que abracem a causa, lotem o ginásio e entendam que o projeto não irá terminar”, finalizou.