Seja reunindo amigos, participando de torneios em clubes ou até mesmo em campeonatos maiores, o número de pessoas que já praticam o pôquer no Brasil chega a quase 10 milhões, segundo dados da CBTH (Confederação Brasileira de Texas Hold’em).

A febre que virou o jogo de cartas no país levou muitas pessoas a largar suas profissões para viver da modalidade. Mas engana-se quem pensa que apenas jogadores aderiram o esporte como principal renda.

Existe também o dealer/crupiê, responsável por controlar as apostas e distribuir as cartas nos home games (jogo de pôquer em casa). E é justamente esse serviço que um jaraguaense se dedica há 11 anos e está perto de realizar um dos maiores sonhos de sua trajetória.

Diretor de torneio na AJTH (Associação Jaraguaense de Texas Hold’em), Henrique Santiago, de 28 anos, foi o único pré-selecionado da região Norte de Santa Catarina para participar do primeiro Reality de Poker do Mundo, chamado de Big Player Brazil.

Henrique Santiago (sentado, ao centro) em um dos torneios da AJTH | Foto Divulgação

Foram 80 pessoas indicadas de todo país, sendo que os oito mais votados pelo site do Big Player Brazil (clique aqui) entrarão no programa, que acontecerá no fim de agosto, no Nordeste.

“Peço ajuda a todos para votar bastante (pode votar à vontade) e tentar fazer história nesse evento inédito”, destaca Santiago.

O jaraguaense trabalha como dealer desde 2009 e já participou dos maiores eventos no país, inclusive no Mundial (WSOP), que ocorreu no Rio de Janeiro no ano passado.

"Alguns não conhecem e/ou não aceitam o fato de eu me apresentar como “dealer”. Quando me perguntam o que eu faço, a maioria fica perplexa querendo saber o que é, como é trabalhar assim, viajando ou não, conheço pessoas de todas as classes sociais do mundo inteiro, até mesmo famosos que estão adeptos a esse esporte. No entanto, amo o que faço, sendo assim, o “bico” para complementar uma renda de empresa, acabou se tornando a profissão principal", comenta.

Rotina de um dealer

A troca do dia pela noite. Assim Henrique Santiago descreve sua rotina na profissão.

Devido à alta demanda, o dealer trabalha em torneios de Jaraguá do Sul e outras cidades da região do Norte catarinense, que em sua maioria, iniciam à noite e terminam normalmente pela manhã, com horário sempre variável, mas geralmente por volta das 9h.

“Acabo trocando o dia pela noite. Daí o restante do dia utilizo para descansar um pouco, resolver as coisas particulares e também vender fichas online para o pessoal que também joga em sua própria casa via aplicativo”, declara.

Foto Divulgação

Em 2012, o pôquer foi reconhecido pelo Ministério do Esporte e filiado à Associação Internacional de Esportes da Mente (modalidades como gamão e xadrez também fazem parte do órgão).

Desde então, o número de jogadores e dealers aumentou consideravelmente no Brasil e no mundo.

“A importância do dealer em torneios de pôquer é demonstrar a transparência que esse esporte proporciona, não sendo necessário o jogador precisar embaralhar a cada nova rodada, pois tem o responsável para que isso ocorra”, finaliza Santiago.

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram

Facebook Messenger